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terça-feira, julho 31, 2018

A REALIDADE DEVIA ENVERGONHAR OS POLÍTICOS

Sem qualquer distinção de cores os partidos políticos portugueses, aliás como os estrangeiros, prometem sempre mais justiça social, mais desenvolvimento, melhores condições de vida, melhor gestão dos dinheiros públicos para prover aos mais necessitados, etc, etc.

As sociedades organizaram-se, num passado bem distante, criando estruturas de poder cuja função primordial era a de dar segurança a todos, permitir uma melhor distribuição dos recursos, garantir a justiça, entre outras coisas.

Centrando a atenção em Portugal, que é a nossa prioridade, temos que os 10 mais ricos de Portugal viram a sua fortuna duplicada em apenas 15 anos, e que as 25 famílias portuguesas mais ricas detêm uma fortuna que representa 10% do PIB nacional.

É mais do que evidente que a repartição da riqueza não está a acontecer, que os partidos falharam, que os governos falharam, e que o seu discurso não corresponde às promessas.


Quem se admira com o surgimento de populistas no panorama político? Quem devemos culpar por isso? Continuaremos a aceitar que os governos deixem de cumprir os programas eleitorais?


domingo, maio 06, 2012

AS RIQUEZAS E AS HONRAS

As riquezas e as honras são objecto da ambição dos homens, mas se não podem ser alcançadas por meios rectos e honrados, cumpre renunciar a elas. 

A pobreza e as posições humildes merecem a aversão e o desprezo dos homens. Se delas não se pode sair por meios rectos e honrados, é mister neles permanecer. 

Se o homem abandona as virtudes humanitárias, como poderá merecer o nome que tem? O homem superior não pode esquecer tais virtudes um momento que seja. Mesmo nas horas de maior apuro e confusão, deve pautar a sua conduta por elas. 

Recuso-me a discutir com aquele que, pretendendo buscar a verdade, envergonha-se, ao mesmo tempo, de comer e vestir-se mal. 

Confúcio
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Humor - Um Ditador
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                                                                   Imagem Verde

sábado, janeiro 12, 2008

MÁ DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA

Ainda há poucos dias aqui fiz referência à má redistribuição da riqueza gerada em Portugal, que nos coloca no topo do ranking da Zona Euro como o País onde se registam as maiores assimetrias. Alguns leitores que tiveram acesso às mesmas informações que eu, insurgiram-se porque eu falava em disparidades de 64 para 1, entre os ordenados de gestores e de simples funcionários duma mesma empresa, enquanto na Alemanha os resultados eram de apenas 10 para 1, usando os mesmos termos de comparação. Uns sugeriram que era apenas um caso isolado de um grande empresário, aliás referido na notícia, mas que não se podia extrapolar a partir de uma excepção.
Já referi aqui que não respondo a mails sobre artigos que publico, independentemente do seu teor mais ou menos agradável, mas como a informação já chegou ao grande público, quer através da Visão, quer de outros órgãos de comunicação social, venho hoje deixar aqui mais um exemplo:
Cada um dos sete administradores executivos da Portugal Telecom tem uma remuneração mensal fixa de 86.561 euros, revelou ontem a operadora de telefones. No total, estes gestores receberam em 2006, entre remunerações fixas e variáveis, 8.438 milhões de euros. A revista Visão noticiou que a remuneração média mensal de cada um destes gestores era de 185.590 euros.” In DN 11/01/2007
Recordo aos meus eventuais críticos, que vivemos em Portugal, onde o ordenado mínimo está nos 426 euros, e que a PT é uma empresa que já anunciou que necessitava de diminuir bastante o número de colaboradores em 2008.
As ilações ficam para os leitores, já que me limitei a reproduzir informações que me chegam por via da comunicação social e que não foram desmentidas.

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