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quinta-feira, dezembro 13, 2007

A PUBLICIDADE

Todos encaram a publicidade como um meio eficaz de dar a conhecer um produto e potenciar a sua venda. Tem sido essa a lógica utilizada até ao presente, mas pelos vistos algo começou a mudar há bastante tempo mas ninguém lhe deu a importância devida.
Se bem se recordam tudo começou com a proibição da publicidade ao tabaco e com algumas restrições à publicidade às bebidas alcoólicas. Alguns bateram-se por isso, mesmo dentro do meio publicitário, demonstrando uma certa sensibilidade a problemas sociais e de saúde relativos a esses mesmos produtos. Era politicamente correcto, socialmente bem aceite, e deixava em aberto um mercado imenso ainda por explorar em termos publicitários.
Nos dias que correm quase todas as medidas que se tomam produzem aquilo a que vulgarmente se chamam, efeitos directos e efeitos colaterais. Os fumadores começaram a ser encarados como gente abjecta, apesar de um consumidor de drogas ser ao invés considerado um doente. Um apreciador de uma qualquer bebida alcoólica é um potencial bêbado, mas um consumidor das zurrapas das discotecas e outros locais de diversão nocturna são apreciadores de boa música e gente desempoeirada.
O puritanismo contudo não parou por aqui, e agora temos também quem proponha restrições à publicidade aos automóveis, afinal também eles grandes poluidores. Aqui começaram a soar as campainhas de alerta da indústria publicitária, que curiosamente também promove os próprios legisladores, os políticos. Ó da guarda que o mercado começa a ficar cada vez mais limitado e já se começam a fazer contas.
A caixa de Pandora está aberta. Agora são os automóveis, amanhã serão os aviões e as companhias aéreas, depois as cimenteiras, as suiniculturas, as discotecas, etc, etc. Será que os puristas vão permitir que a bem da redução dos preços dos bilhetes de avião se façam cada vez mais aviões? Ou que a bem do negócio das discotecas se permita que o som debitado pelas instalações sonoras ultrapasse os limites do ruído tolerável pelo ouvido humano?
Quem quer apostar que tudo isto vai parar ao caixote do lixo? Falo das restrições à publicidade aos automóveis, porque começa também a ser difícil parar os fundamentalistas e puristas, e satisfazer os grandes grupos económicos ao mesmo tempo. Afinal a montanha vai apenas parir um rato, e para dar um sinal de preocupação ambiental, basta punir os fumadores, que bem feitas as contas prejudicam mais o planeta e até causam mais mortes dos que os benditos automóveis. Basta um bode expiatório, para satisfazer as consciências hipócritas que nos comandam, ao sabor dos grandes interesses económicos.

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Fotografias de Natal


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Humor Natalício

Mistletoe by *Sh3lly

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Caricaturas do Brasil

Rita Lee por Baptistão

Lima Duarte por Paffaro

quinta-feira, agosto 30, 2007

OS PURITANOS

Ia eu de carro logo pela manhã, quando sou surpreendido por uma notícia, que não sendo uma absoluta surpresa, não deixa de ser algo caricata.
Segundo o locutor, na cidade de Alexandria, estado da Luisiana, são proibidas as calças de cintura baixa. Esta cidade do sul dos EUA pune o uso deste tipo de indumentária com uma multa de 25 dólares, podendo ser ainda maior a punição, em caso de reincidência.
A medida terá sido tomada por questões de decência, salientando-se que teriam havido muitas queixas por deixarem à vista alguns traseiros e roupas íntimas.
Não se pense que é apenas nesta cidade que os legisladores tomam medidas sobre este tipo de vestimentas tão em voga, porque segundo a Lusa, há pelo menos duas outras cidades, também do sul desse país que já tomaram o mesmo tipo de sanções, em nome da moralidade.
Os EUA têm destas curiosidades, e destes exageros, que se tornam ainda mais evidentes quando comparamos estes procedimentos com a realidade de outras zonas do mesmo país, onde sabemos que os costumes são muito mais liberais.Pessoalmente não gosto desta moda das cinturas baixas, por razões puramente estéticas, mas daí a concordar com aquelas multas, vai uma grande diferença. Legislar sobre o gosto e sobre o modo de trajar? Estes americanos estão loucos!

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Fotografia - Borboletas

Robo

Robo

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Humor Bolsista

Patrick Chappatte