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quarta-feira, março 28, 2012

O LIBERALISMO TUGA

Temos um governo assumidamente liberal, que contudo não se exime de ser protecionista em relação a certos interesses económicos privados.

Uma das notícias que chama a atenção para este protecionismo é a relativa aos juros cobrados à banca pelos empréstimos ou garantias estatais, que vão desde os 0,2% aos 0,5%, enquanto que os juros cobrados a um simples contribuinte quando se atrasa a pagar uma coima ou uma taxa são de outra ordem de grandeza incomparavelmente superior.

O empréstimo feito pelo troika, a que alguns continuam a chamar “ajuda”, tem juros cerca de 10 vezes superiores, e é essa taxa que tem de ser suportada pelos contribuintes, pelo que é incompreensível este protecionismo de que a banca disfruta.

Outro exemplo do liberalismo deste governo é o que se prepara para a electricidade e para o gás. A defesa do mercado liberalizado, leia-se a garantia de lucro garantido para os fornecedores, é feita através do aumento trimestral dos preços no mercado regulado, para forçar os consumidores a migrarem para o mercado (supostamente) livre e liberalizado.

É simplesmente caricato que as pessoas sejam “empurradas” para os braços do mercado liberalizado, não por factores de verdadeira concorrência, mas apenas porque não têm outro remédio.

Diz-se já à boca cheia que Passos Coelho faz negócios da China, mas quem paga a factura são os portugueses, custe o que custar. Como sempre!

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Humor e Exploração

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Fotografia

segunda-feira, novembro 14, 2011

A BANCA E O LUCRO

Há quem caia na estratégia bem montada pelos defensores do liberalismo, que consideram que o que é privado é virtuoso e forçosamente melhor para o colectivo, mas aos poucos vão sendo cada vez menos.

Todas as sociedades quando se vêem ameaçadas viram-se inevitavelmente para o que é público em busca da protecção para a qual contribuem, e é o que é mais racional. O que é privado, exactamente pela sua natureza, visa apenas o lucro e não o bem comum.

Para quem possa andar distraído, ou iludido com discursos liberais, basta olharem com olhos de ver para a reacção dos nossos banqueiros, que agora estão preocupados com o lucro que o Estado possa vir a arrecadar com a ajuda aos bancos no seu financiamento.

Ainda há poucos meses atrás, a banca lucrou balúrdios com a compra de dívida pública, e não me consta que tenha sido relutante em lucrar com esse negócio, mas agora que o fluxo de capitalização vem na direcção inversa, estão muito preocupados com o que o Estado possa vir a lucrar com o negócio.

Esta é a verdadeira relação do capital privado quando se relaciona com o Estado, pelo menos aqui em Portugal, e não vale a pena deitarem paninhos quentes no assunto. Os cidadãos só são enganados se quiserem, porque a realidade está à vista de todos.

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Humor Chupista

quarta-feira, janeiro 27, 2010

AS CONCESSIONÁRIAS

A generalidade dos cidadãos foi sendo convencida ao longo dos anos de que as auto-estradas deviam ser pagas por quem as utiliza e que isso se deve fazer através das portagens. Isto é mais do que discutível pois não há nada que seja mais tributado do que o automóvel, desde a compra do veículo, até à circulação, ao combustível, no estacionamento e também, é claro, nas portagens.

Na prática todas as estradas com algumas faixas de rodagem e separador central acabam por ser portajadas. Dizem que a qualidade e o investimento privado obrigam a que o pagamento seja inevitável.

Tenho muitas dúvidas sobre se o investimento foi realmente privado na maioria dos casos, mas do que não tenho dúvidas é de que há muito imposto que incide directa e indirectamente sobre o automóvel, que tem destinos que não têm nada que ver com estradas e segurança nas mesmas.

Para terminar, e porque as empresas envolvidas na construção e na exploração das auto-estradas têm lucros chorudos, quando é que sofrerão sanções por cobrarem portagem quando as vias não estão operacionais ou em arranjo, prejudicando objectivamente os utentes com demoras enormes e mesmo desvios que acabam por aumentar grandemente o percurso previsto.

A auto-estrada 16, com pouco mais de três meses já está em obras, a CREL tem um troço cortado e as alternativas são uma anedota, a A 1 está sempre em obras e pejada de camiões, com as entradas em Lisboa entupidas, exactamente nas portagens. A Ponte 25 de Abril é outro empecilho, mas ainda a pagamos, apesar de se saber que ela precisa de obras profundas que ainda não foram feitas.

Alternativas ao automóvel dizem os governantes, mas só porque não andam de transportes públicos, nem têm horários de trabalho iguais aos nossos.



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Foto Colorida
bogulnik

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Humor Internacional
Mehmet Karaman

Oktay Bingol