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quinta-feira, setembro 09, 2010

PELAS ESTRADAS

A caminho do meu retiro de férias tive que percorrer algumas estradas deste país, e devo dizer-vos que na zona centro verifiquei que há muitas estradas que estão em mau estado, bem como algumas pontes e até a sinalização fora das IC’s e IP’s.
É com muita apreensão que oiço o Presidente das Estradas de Portugal vir dizer que para resolver os problemas de tesouraria da empresa, necessita do dinheiro das portagens das SCUT. Creio que Almerindo Marques aceitou as funções que desempenha antes de se ter resolvido cobrar portagens.
Se o modelo das SCUT e das Estradas de Portugal, não me agrada, muito menos me agrada pagar altos impostos nos combustíveis e na compra da viatura para usufruir de más estradas sempre que o percurso não tem portagem.
Para citar apenas alguns pontos negros menciono o IC 3, que é uma estrada muito perigosa, sempre em obras e com um traçado impensável e com faixas de rodagem tão exíguas que em grande parte do seu traçado nem sequer se pode ultrapassar. Já agora também andei pelo IC 12 e o estado das faixas da direita é muito mau.
Deixei de parte as outras estradas e as pontes onde já não podem passar a maioria dos pesados, mas podem ter a certeza que naquela zona há muitas mais vias por onde os senhores ministros não passam e que são da responsabilidade das EP, onde o senhor Almerindo Marques está, ainda que sobre estas estradas nada diga.

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Fotografia - Igreja Sta Comba Dão

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Humor Nacional
By Henrique Monteiro

quarta-feira, janeiro 27, 2010

AS CONCESSIONÁRIAS

A generalidade dos cidadãos foi sendo convencida ao longo dos anos de que as auto-estradas deviam ser pagas por quem as utiliza e que isso se deve fazer através das portagens. Isto é mais do que discutível pois não há nada que seja mais tributado do que o automóvel, desde a compra do veículo, até à circulação, ao combustível, no estacionamento e também, é claro, nas portagens.

Na prática todas as estradas com algumas faixas de rodagem e separador central acabam por ser portajadas. Dizem que a qualidade e o investimento privado obrigam a que o pagamento seja inevitável.

Tenho muitas dúvidas sobre se o investimento foi realmente privado na maioria dos casos, mas do que não tenho dúvidas é de que há muito imposto que incide directa e indirectamente sobre o automóvel, que tem destinos que não têm nada que ver com estradas e segurança nas mesmas.

Para terminar, e porque as empresas envolvidas na construção e na exploração das auto-estradas têm lucros chorudos, quando é que sofrerão sanções por cobrarem portagem quando as vias não estão operacionais ou em arranjo, prejudicando objectivamente os utentes com demoras enormes e mesmo desvios que acabam por aumentar grandemente o percurso previsto.

A auto-estrada 16, com pouco mais de três meses já está em obras, a CREL tem um troço cortado e as alternativas são uma anedota, a A 1 está sempre em obras e pejada de camiões, com as entradas em Lisboa entupidas, exactamente nas portagens. A Ponte 25 de Abril é outro empecilho, mas ainda a pagamos, apesar de se saber que ela precisa de obras profundas que ainda não foram feitas.

Alternativas ao automóvel dizem os governantes, mas só porque não andam de transportes públicos, nem têm horários de trabalho iguais aos nossos.



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Foto Colorida
bogulnik

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Humor Internacional
Mehmet Karaman

Oktay Bingol