quinta-feira, setembro 09, 2010
PELAS ESTRADAS
quarta-feira, janeiro 27, 2010
AS CONCESSIONÁRIAS
A generalidade dos cidadãos foi sendo convencida ao longo dos anos de que as auto-estradas deviam ser pagas por quem as utiliza e que isso se deve fazer através das portagens. Isto é mais do que discutível pois não há nada que seja mais tributado do que o automóvel, desde a compra do veículo, até à circulação, ao combustível, no estacionamento e também, é claro, nas portagens.
Na prática todas as estradas com algumas faixas de rodagem e separador central acabam por ser portajadas. Dizem que a qualidade e o investimento privado obrigam a que o pagamento seja inevitável.
Tenho muitas dúvidas sobre se o investimento foi realmente privado na maioria dos casos, mas do que não tenho dúvidas é de que há muito imposto que incide directa e indirectamente sobre o automóvel, que tem destinos que não têm nada que ver com estradas e segurança nas mesmas.
Para terminar, e porque as empresas envolvidas na construção e na exploração das auto-estradas têm lucros chorudos, quando é que sofrerão sanções por cobrarem portagem quando as vias não estão operacionais ou em arranjo, prejudicando objectivamente os utentes com demoras enormes e mesmo desvios que acabam por aumentar grandemente o percurso previsto.
A auto-estrada 16, com pouco mais de três meses já está em obras, a CREL tem um troço cortado e as alternativas são uma anedota, a A 1 está sempre em obras e pejada de camiões, com as entradas em Lisboa entupidas, exactamente nas portagens. A Ponte 25 de Abril é outro empecilho, mas ainda a pagamos, apesar de se saber que ela precisa de obras profundas que ainda não foram feitas.
Alternativas ao automóvel dizem os governantes, mas só porque não andam de transportes públicos, nem têm horários de trabalho iguais aos nossos.



