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sábado, novembro 23, 2013

AS REGRAS NUM ESTADO DE DIREITO



Depois da manifestação das forças policiais que culminou na subida da escadaria da Assembleia da República, sem originar qualquer violência e sem colocar em risco fosse quem fosse, foi interessante ouvir os representantes dos partidos da maioria e o ministro das polícias.

A condenação do gesto simbólico dos polícias que se manifestaram foi em todos os casos baseada na necessidade de serem cumpridas as regras dum Estado de direito, que os polícias não teriam cumprido ao ultrapassarem as barreiras.

Os representantes do PSD, do CDS e o senhor ministro falam nas regras do Estado de direito, mas curiosamente não respeitam a Lei Fundamental do país, a Constituição Portuguesa, como tem acontecido sucessivamente com os Orçamentos de Estado e outras medidas que o Tribunal Constitucional teve de chumbar nos últimos tempos.


sexta-feira, outubro 18, 2013

A MÁ GESTÃO DA MINISTRA



Ainda há quem se questione sobre a razão de Portugal estar nesta situação de crise, não conseguindo sequer imaginar a extensão da incompetência de alguns governantes.

É evidente que muitas vezes a incompetência não é a explicação para certas decisões, porque existem sempre bem evidentes as influências e as pressões de outros poderes instituídos, que acabam por fazer pender decisões para o lado que mais favorece alguns, em detrimento de outros.

Neste momento quero salientar as declarações da ministra das Finanças, quando revela que não consegue poupar, lembrando que tem “três filhos pequenos” e que os cortes na função pública também a afectam. É curioso que ela diga isto quando também é responsável por cortes nos vencimentos dos funcionários públicos acima dos 600 euros, por cortes nos subsídios de desemprego a partir de valores ainda mais baixos, e no corte de pensões a partir de montantes irrisórios.

A pergunta que se impõe é: como é que com 485 euros, o salário mínimo nacional, sobreviveria a senhora ministra das Finanças?

Há portugueses com muito melhores capacidades para enfrentar tempos difíceis do que Maria Luís Albuquerque e todos os outros membros do governo e da maioria que o suporta, isso é absolutamente incontestável…