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domingo, dezembro 03, 2023

ESCLARECIMENTO

Em mensagem privada fui informado que um amigo com muitos anos da blogosfera me iria bloquear porque eu me tinha tornado num “direitolas xenófobo”, por ter criticado um advogado representante duma família brasileira cujas filhas gémeas tiveram acesso ao medicamento mais caro do mundo.

Lamento a atitude deste meu amigo, continuo a classificá-lo como tal apesar das diferenças de opinião, e desejo enquadrar a minha crítica ao dito causídico, para esclarecer a minha opinião, que pelos vistos foi encarada como de direita e xenófoba.

Em primeiro lugar o senhor advogado faltou à verdade pois a sua constituinte afirmo claramente, quando devidamente questionada, que tinha recorrido ao “pistolão” (cunha em português), para conseguir os seus intentos. Não condenei o recurso a este expediente uma mãe na defesa da saúde das suas filhas, pois entendo o desespero dos pais, mesmo que utilizando meios menos lícitos.

A minha condenação foi sempre para com quem utilizou a sua posição política, social, ou laboral para tornar este processo tão expedito em contraste com o que acontece normalmente em situações idênticas. Esta opinião é sobre o processo de obtenção de nacionalidade, de marcação de consultas, de obtenção do tratamento e também dos meios auxiliares de locomoção (cadeiras de rodas).

Quanto à qualificação de “xenófobo”, que creio se deva ao facto da origem brasileira das meninas, é lógico que a repudio completamente, e critiquei os pais e o advogado pela utilização desse classificativo, pois é infundado uma vez que existem crianças à espera de alguns meios concedidos a esta meninas há muito tempo, e não são apenas de origem portuguesa mas também de origem brasileira como aliás é público. Esta acusação é completamente descabida vinda do representante daquela família, uma vez que terá recorrido a Portugal para obter este tratamento que, pelos vistos, não teria acesso no Brasil.

O termo “direitolas” não me atinge minimamente, uma vez que não tenho qualquer filiação partidária, mantendo a minha equidistância dos partidos, sendo livre para os criticar sempre que ache que as suas acções o merecem.

Lamento que a diferença de opinião seja um obstáculo à amizade, e com ela interfira, mas isso nunca me irá impedir de manifestar as minhas ideias, nem que para isso tenha que recorrer a pseudónimo, como aliás é o caso.


 

domingo, maio 29, 2011

O MEU VOTO

Chegados à última semana da campanha eleitoral importa reflectir um pouco sobre o que se me deu ver e ouvir por parte dos candidatos e por parte da comunicação social.

Considerando que a campanha começou oficialmente logo a seguir à assinatura do documento elaborado pela troika (UE, BCE e FMI), esperava-se que esse fosse o tema central de toda a campanha. Apesar de terem sido três os partidos que assinaram aquele documento, a verdade é que tirando o episódio da Taxa Social Única, não se falou mais do assunto.

É simplesmente inacreditável que não se fale do verdadeiro programa de governo para os próximos anos, e que os partidos signatários se esquivem ao assunto. A falta de esclarecimentos aos eleitores é ainda mais estranha se tivermos em atenção o incidente dos dois documentos conhecidos, que pelo menos dois dos partidos dizem desconhecer, mas que o outro diz que foi do seu conhecimento.

Na realidade, se for algum destes partidos que ganhe as eleições, ou uma combinação em que eles entrem, quem de facto vai governar o país é a troika por interpostos ministros portugueses.

Por esta e outras razões, que se prendem com o que esses partidos fizeram em governos anteriores, uma coisa para mim é certa: não votarei nem no PS, nem no PSD, nem no CDS, e desta vez não irei votar em branco, como tem sido a minha norma. Desta vez o meu voto vai ser um voto expresso numa formação partidária.

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Foto - Flor
By Palaciano
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Humor - Vidas do Avesso
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quarta-feira, maio 20, 2009

FICA A DÚVIDA

Se é verdade que temos que respeitar os resultados das votações no Parlamento, não é menos verdade que por vezes ficam coisas por esclarecer.

Duas recusas do PS seguidas, em ouvir duas pessoas envolvidas em situações que suscitam algumas dúvidas, levam-nos a pensar nas razões que são invocadas.

Os dois casos são muito diversos, e diga-se que um pouco estranhos, cada um a seu modo. O caso Lopes da Mota, que até nem é novo, parece-me verdadeiramente incompreensível, pois o próprio já admitiu ter invocado os nomes que afinal tinham sido os denunciados no início desta embrulhada. Não me parece que o processo disciplinar seja razão para impedir a audição ao magistrado, porque o Parlamento quer saber algo mais do que pode resultar do processo, e do que o próprio já admitiu.

O caso do IEFP e do aparente «apagão» do registo de 15.000 desempregados, é mais leve, mais técnico e menos «perigoso». Os números do desemprego causam muitas desconfianças aos portugueses, talvez pela sua metodologia, e todos sabemos intuitivamente que pecam sempre por defeito.

O PS não quer que os assuntos sejam escalpelizados no Parlamento, apesar da celeuma existente neste momento, por isso prepare-se para todas as especulações possíveis, que resultam sempre em situações desta natureza. Esclarecer rapidamente é sempre a melhor via.

Nota: Não é só por cá que os políticos se comportam de formas condenáveis, mas ao contrário do que se passa noutras democracias, aqui não se retiram consequências políticas como aconteceu recentemente em Inglaterra, por exemplo.



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Foto - Jarra e Flores
Г.О.А.

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Humor sem Palavras