Depois da cimeira de Lisboa que reuniu a Europa e a União Africana, que José Sócrates apelidou de um sucesso da presidência portuguesa, a nível político, começamos a ver o que daí resultou e a quem aproveitou este esforço.
Kadhafi partiu para Paris, de “tenda” aviada, onde vai em visita oficial de cinco dias. Os jornais franceses, e não só, já noticiaram que o governo francês efectuou vendas que rondam a “modesta” quantia de dez mil milhões de euros, entre as quais se destacam centrais nucleares e aviões militares.
Portugal arcou com as despesas da cimeira de “abertura de pontes” por onde passaram alguns “expoentes máximos da democracia africana”, como Kadafi, e os franceses aproveitaram bem a sementeira e a lavagem da imagem de um antigo inimigo do Ocidente, para vender os seus produtos.
Para a história do pós-cimeira, fica uma frase do inestimável Sarkozy que disse, que “temos de encorajar aqueles que renunciaram ao terrorismo, que renunciaram à posse de armas nucleares”, sublinhando que a Líbia “tomou o bom caminho para a reintegração na comunidade internacional”.
Não fiquei nada descansado com a retórica do senhor Sarkozy, mas como a hipocrisia política existe e até há quem a promova como se viu, pelo menos houve quem tivesse olhinhos e disso tirasse proveito, provando que os negócios nada têm que ver com princípios, e que esses são apenas um adereço com que convém acenar, de quando em vez, para iludir a populaça.
Kadhafi partiu para Paris, de “tenda” aviada, onde vai em visita oficial de cinco dias. Os jornais franceses, e não só, já noticiaram que o governo francês efectuou vendas que rondam a “modesta” quantia de dez mil milhões de euros, entre as quais se destacam centrais nucleares e aviões militares.
Portugal arcou com as despesas da cimeira de “abertura de pontes” por onde passaram alguns “expoentes máximos da democracia africana”, como Kadafi, e os franceses aproveitaram bem a sementeira e a lavagem da imagem de um antigo inimigo do Ocidente, para vender os seus produtos.
Para a história do pós-cimeira, fica uma frase do inestimável Sarkozy que disse, que “temos de encorajar aqueles que renunciaram ao terrorismo, que renunciaram à posse de armas nucleares”, sublinhando que a Líbia “tomou o bom caminho para a reintegração na comunidade internacional”.
Não fiquei nada descansado com a retórica do senhor Sarkozy, mas como a hipocrisia política existe e até há quem a promova como se viu, pelo menos houve quem tivesse olhinhos e disso tirasse proveito, provando que os negócios nada têm que ver com princípios, e que esses são apenas um adereço com que convém acenar, de quando em vez, para iludir a populaça.








