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domingo, setembro 12, 2010

ESCLARECER DÚVIDAS?

O ministro das Obras Públicas garante que vão ser esclarecidas todas as dúvidas dos utilizadores das SCUT sobre a forma de cobrança de portagem recentemente anunciadas.

António Mendonça vai ter que começar por explicar qual o valor das promessas eleitorais do partido (dito) socialista. Era interessante.

Vai ser muito difícil explicar porque razão é que são os utilizadores que têm que pagar um dispositivo que facilita a cobrança das portagens e não os concessionários a assumir este custo. É que afinal só esses dispositivos permitem um pagamento sem custos acrescidos. 

Outra dúvida para a qual as respostas devem ser interessantes é a da discriminação positiva conjugada com a teoria do utilizador-pagador. 

Afinal paga menos quem em princípio utiliza mais, ao contrário do que se passa em todas as outras estradas onde já se paga portagem, onde todos pagam o mesmo, independentemente da localização das suas residências ou empresas.

Por último, o senhor ministro acha natural a contestação popular mas não a receia, e faz mal, porque não se contesta só a falta de palavra do Governo, ou a trapalhada que é este negócio das SCUT, está em causa a legitimidade de eleitos que defraudam as expectativas dos seus próprios eleitores. 

Políticos sem palavra devem ser denunciados e afastados do poder.

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Humor e Caricaturas

terça-feira, dezembro 11, 2007

OS FRUTOS DA CIMEIRA

Depois da cimeira de Lisboa que reuniu a Europa e a União Africana, que José Sócrates apelidou de um sucesso da presidência portuguesa, a nível político, começamos a ver o que daí resultou e a quem aproveitou este esforço.
Kadhafi partiu para Paris, de “tenda” aviada, onde vai em visita oficial de cinco dias. Os jornais franceses, e não só, já noticiaram que o governo francês efectuou vendas que rondam a “modesta” quantia de dez mil milhões de euros, entre as quais se destacam centrais nucleares e aviões militares.
Portugal arcou com as despesas da cimeira de “abertura de pontes” por onde passaram alguns “expoentes máximos da democracia africana”, como Kadafi, e os franceses aproveitaram bem a sementeira e a lavagem da imagem de um antigo inimigo do Ocidente, para vender os seus produtos.
Para a história do pós-cimeira, fica uma frase do inestimável Sarkozy que disse, que “temos de encorajar aqueles que renunciaram ao terrorismo, que renunciaram à posse de armas nucleares”, sublinhando que a Líbia “tomou o bom caminho para a reintegração na comunidade internacional”.
Não fiquei nada descansado com a retórica do senhor Sarkozy, mas como a hipocrisia política existe e até há quem a promova como se viu, pelo menos houve quem tivesse olhinhos e disso tirasse proveito, provando que os negócios nada têm que ver com princípios, e que esses são apenas um adereço com que convém acenar, de quando em vez, para iludir a populaça.

Pragmatismo ou Cinismo?
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Aperitivo Humorístico

Tadeusz Kuranda


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Humor em Francês

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