Mostrar mensagens com a etiqueta Aparências. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aparências. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, dezembro 27, 2012

CUIDADO COM AS APARÊNCIAS

Com a peripécia do consultor da ONU, que não o era, e com os doutoramentos que terá ostentado e que não devem ser verdadeiros, fica de novo posta em causa a validade de muitos títulos indevidamente referidos em vários currículos de muito boa gente.
Já tinham sido conhecidos títulos conseguidos indevidamente, e outros mais do que duvidosos, mas como eram de pessoas ligadas à política, ficou em algumas mentes a ideia de que se trataria de perseguição política, e de jogos de bastidores, mas na realidade há muito título por aí de origem mais do que duvidosa.

By Yuriy-Kosobukin

sábado, março 01, 2008

A IMPORTÂNCIA DA APARÊNCIA

Já aqui falei uma vez da importância da aparência na nossa sociedade, a propósito de um episódio por mim vivido, em que só por estar vestido com um blusão de cabedal e por não ostentar uma gravata, fui confundido por uma senhora secretária, que me barrou a entrada numa reunião, por acaso pedida pelo seu patrão. Fiquei a partir de então ciente de que em Portugal se dá uma grande importância às aparências.

No sábado à noite ouvi num Telejornal, um senhor irrepreensivelmente vestido dizer que dava toda a importância à sua imagem porque tinha de ir a imensas reuniões e isso era importante. O assunto focado era o tratamento estético, naturalmente.

Quando era pequeno, lembro-me muito bem de ouvir os meus pais dizerem que uma pessoa podia ser pobre, mas que limpinho e com a roupa bem lavada não fazia má figura em lado nenhum. Os tempos são outros, pelo que vejo.

Nada tenho contra quem se sente bem de gravata e de fato, embora eu prefira uma vestimenta mais informal, cómoda e prática, porque é tudo uma questão de gosto. O que me preocupa muito sinceramente, é que se valorize uma pessoa mais pelo seu aspecto do que pelo seu carácter e competência. Falo disto não pelo que ouvi aquele senhor dizer na televisão, mas porque há aqui um factor perverso que me passou durante muito tempo ao lado.

No mercado de trabalho todos conhecemos a importância da “cunha”, de que todos falam, mas que é uma realidade. Pergunto-me quantos serão os que hoje em dia, quando vão responder a um qualquer emprego, não vestem a melhor fatiota lá do armário, colocam a gravata mais “in”, e se perfumam com aquele frasco que está guardado para as ocasiões especiais?

Com a competição a situar-se assim tanto nas aparências, apetece-me pensar em colocar uma petição na Internet visando proibir a apreensão por parte da ASAE, de artigos de marca, contrafeitos, para democratizar um pouco mais a nossa sociedade. Afinal o Sol quando nasce é para todos, não é?


««« - »»»
O Humor do Goraz


»»» - «««

Fotografias

LiveMan

OlgaCir

««« - »»»

Humor

Mensagem subliminar

Epitáfio

sábado, novembro 10, 2007

DIZ-ME COMO TE VESTES…

No telejornal da RTP de ontem, falou-se do preconceito nacional em relação ao uso da gravata. Pode parecer disparatado, ou pelo menos um problema menor, mas isto está associado a muitas outras “manias” que influenciam decisões mais ou menos importantes da vida diária de todos nós.
Comigo, recente, aconteceu-me um caso caricato numa grande empresa nacional. Durante várias semanas troquei inúmeros telefonemas de trabalho com um dos proprietários, sempre feitos através de uma senhora, que sistematicamente me ligava e também me atendia quando eu fazia a chamada para o gabinete do patrão. A senhora foi sempre extremamente simpática nos contactos, cordial até, quando tinha de aguardar um pouco para ser atendido, e fez sempre questão de me tratar pelo nome e apelido.
Um dado dia, terminado o trabalho que me fora encomendado pela dita empresa, dirigi-me à sua sede de mota, acompanhado por um jovem assistente e dirigi-me à recepção, onde pedi para fazerem o favor de anunciar a minha presença ao senhor X (o patrão da empresa). A senhora da recepção olhou-me da cabeça aos pés, e mirou pelo canto do olho o meu assistente e fez uma chamada em voz baixa. Poucos segundos depois, virando-se para o assistente diz-lhe num tom de voz mavioso que o patrão o aguarda na porta ao fundo do corredor e levanta-se para o acompanhar até lá. Confesso que não estranhei, e comecei a caminhar na mesma direcção, e aí acontece o inesperado. A senhora vira-se para mim e com uma voz cortante, pergunta-me: quem á que lhe disse para sair daí? O senhor X não recebe qualquer um, muito menos um motoqueiro, já com idade para ter juízo. Eu só chamei este senhor.
Fartei-me rir e fiz um gesto para indicar ao meu assistente que devia acompanhar a senhora e entrar, porque me apercebi do juízo errado da senhora, e também dos motivos. Eu vinha com um blusão de cabedal e sem gravata, e o jovem que me acompanhava, ía de fato e gravata. Passados poucos momentos o senhor X sai do gabinete e vem direito a mim, desdobrando-se em desculpas pelo equívoco, e a senhora enceta uma saída pela esquerda baixa para a sua secretária. A reunião correu a contento das partes sem incidentes de qualquer espécie.
À saída, a pobre senhora fez questão de me pedir desculpas, e rematou esse pedido com um outro: como é que o senhor quer que eu o passe a tratar, por engenheiro, ou arquitecto? A resposta inevitável foi a de dizer que fizesse como sempre o tinha feito nos contactos anteriores, que era o modo como todos me tratam, e eu gosto.
O hábito faz o monge, diz o ditado popular, mas a sociedade evolui, os costumes adaptam-se às realidades e nem sempre o que parece, é!

»»» - «««
Fotografia
weresk
Wildhoney

««« - »»»

Humor Internacional

Steve Sack

M. e. Cohen

R.J. Matson