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terça-feira, setembro 07, 2021

7 DE SETEMBRO DE 1974

Está a cumprir-se mais um aniversário da traição feita pelo Governo de Portugal da altura, relativamente ao povo de Moçambique, entregando o território à Frelimo como única e legítima representante do povo.

A Democracia foi então metida na gaveta, as eleições livres esquecidas, e os princípios que tinham enformado o próprio 25 de Abril acabaram votados ao esquecimento.

O resultado foi uma matança que foi convenientemente abafada, e depois seguir-se-ia o abandono dos cidadãos portugueses, de todas as cores, que tinham defendido a nossa bandeira, deixados à sua sorte sendo obrigados a ficar num país de partido único e sem segurança, ou então a procurarem fugir pelos seus próprios meios para os países vizinhos ou para o Continente.

Sei que este texto não será popular, mas foi a realidade.

Numa altura que se teme pelas vidas dos deixados para trás no Afeganistão não podia deixar no esquecimento o que se passou em Moçambique a partir desta data.

Leia ISTO , e ISTO

 


segunda-feira, agosto 23, 2021

RETIRADAS E MEMÓRIA

A retirada das tropas ocidentais do Afeganistão está a ser uma confusão total e tem merecido as críticas dos cidadãos e alguns governos europeus e não só.

O medo ou mesmo terror em Cabul é bem evidente nas imagens que nos vão chegando, e isso faz-nos imaginar que será muito maior ainda cujas imagens não nos chegam. Esta retirada negociada pelos americanos foi atabalhoada, e muitos irão pagar o pouco tempo em que a liberdade e a esperança foram uma realidade que abruptamente terminou, regressando agora o país ao terrível passado que já tinham vivido.

Uma situação idêntica, em que um Estado democrático, faz uma negociação e prepara uma saída à pressa, sem assegurar devidamente a situação dos seus cidadãos, já foi vivida nos antigos territórios ultramarinos de Angola e Moçambique. O Estado português deixou indefesos cidadãos seus em territórios entregues a países estrangeiros e a partidos que eram tudo menos democráticos.

Muito poucos dos que não sentiram na pele a situação podem imaginar o medo e os dias de terror que muitos viveram nesses países, por causa das decisões precipitadas do governo de Portugal.

Não esqueçamos o passado, e olhemos para esta tragédia que vivem os afegãos pensando que isto não se deve repetir nunca mais.

A nossa memória costuma ser curta, mas haverá sempre quem nos possa recordar...