quarta-feira, agosto 18, 2010

PROTECÇÃO DO TRABALHADOR

Nos últimos anos tem-se verificado uma diminuição substancial dos direitos dos trabalhadores e uma liberdade cada vez maior para o uso abusivo do poder discricionário das entidades empregadoras, quer no que respeita a horários, condições de trabalho, mobilidade e até despedimento.
Regra geral apresentam-nos o argumento da competitividade para justificar este retrocesso dos direitos laborais, e a diminuição dos custos do factor trabalho, mas são fracos os argumentos. A verdadeira competição só existe quando as condições existentes são iguais entre os competidores, e aqui estamos perante um jogo viciado, porque se sabe perfeitamente com quem podemos competir numa determinada área, e com quem não podemos competir devido a múltiplos factores discrepantes.
É vulgar dizer-se que o desequilíbrio nas relações entre trabalhadores e empregadores, é apenas usado como arma política por alguma extrema-esquerda. Não é apenas uma afirmação de carácter político, desenganem-se, é apenas uma constatação de gestão de recursos, e das mais básicas.
O recente caso dos falsos recibos verdes e da impotência da Autoridade para as Condições do Trabalho é apenas um dos casos em que os infractores saem praticamente impunes e o trabalhador está refém do empregador. A legislação não protege o trabalhador, e isto é verdade em muitas outras situações de precariedade laboral, que é o que mais temos por aí.
Os Governo têm por obrigação defender os mais fracos, mas não é isso que tem sido feito e as promessas que temos ouvido dos dois maiores partidos não mostram que pretendam vir a fazê-lo no futuro.

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4 comentários:

Anónimo disse...

Mundo cão!
Lol

AnarKa

tulipa disse...

Oh, meu Amigo
O mundo laboral está uma autêntica desgraça...
eles apresentam-nos vários argumentos, mas na realidade esse da competitividade serve para tapar muitos buracos.

Eu, ao longo dos anos, desde 2005 tenho sido injustamente "Avaliada" devido às amizades entre chefes e funcionários...este ano nada previa que acontecesse outra injustiça, mas...voltou a acontecer!!!

Não há motivação para nada.
Estou farta!!!

Esta é que é a pura verdade:
A verdadeira competição só existe quando as condições existentes são iguais entre os competidores, e aqui estamos perante um jogo viciado...enfim.

Continuação de dias felizes.

ana p roque disse...

É mesmo,a quem o diz!

Os trabalhadores não têm direitos nenhuns.Não há competição,há escravatura.Ou atingimos os objectivos propostos ou rua.Mesmo que se consiga obter os objectivos,a paga é a mesma.Dentro do trabalho precário,existe certas empresas que á revelia da lei,ainda o tornam mais precário,não há saída possível,ou alinhamos ou morremos de fome.Somos mesmo reféns do empregador e essa situação,segundo as estatisticas,vai dar origem a muitos suicidios,o que de certa forma é compreensivel.Por exemplo,meu filho está em trabalho precário vai fazer um ano,sempre lhe negaram férias e porquê?porque antes de fazer um ano de trabalho,vem para casa 2 semanas sem ganhar,para poder voltar após as 2 semanas,como se entrasse de novo,isto não está na lei laboral,o trabalhador tem direito a férias 2 dias por cada mês,neste caso até nas férias o estão a lesar.No meu trabalho,de 34 produtos que vendi e que deviam ser pagos fora do ordenado,ou seja comissão,só pagam 8,o resto vai para o bolso da empresa e de quem supervisiona,porque se pagassem os 34 era mais do dobro do meu ordenado e isso não lhes convém,não é só comigo,é com todos os colegas.No entanto se não vendermos,somos mandados embora,por que não somos competitivos,é incrível não é.E quando questionamos,somos muito subtilmente convidados a nos calar!
Muito bom o mercado de trabalho em Portugal!!!Até dá gosto trabalhar e viver.

cumps

Anónimo disse...

Eu de chefe de secção fui atirada para uma prateleira, substituída por alguém que entrou de novo, e agora só me dão para fazer o que os outros se recusam a fazer. O que me revolta mais é que só são bons os que nada fazem para além de lamber as botas de quem manda.
Estou a preparar-me para iniciar um processo de assédio moral contra a chefia, porque a reforma também está apenas a dois anos de distância e nada tenho a perder.
Bjos da Sílvia