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sábado, março 08, 2014

A RUA PODE SER A ÚNICA SOLUÇÃO

O descontentamento dos portugueses é mais do que notório e justificado, contudo a sua voz parece não chegar aos ouvidos do poder político, excepto quando existem grandes manifestações populares.

O caso da manifestação das forças de segurança é o exemplo perfeito da falta consideração do poder perante o descontentamento que é comum a todos os sectores da população.


Os sucessivos cortes nos salários e pensões e nos direitos sociais estão a empobrecer quem vive do seu trabalho ou das suas pensões, tendo sido atingido um nível que já é insuportável, e se as coisas não pararem por aqui e o governo não mudar a sua estratégia, a solução que nos resta é a de fazer cair o poder nas ruas, porque todos os outros caminhos já se mostraram ineficazes.

Quando a Democracia é incapaz de oferecer soluções que satisfaçam o povo a Revolução é a única via possível para fazer com que a vontade popular prevaleça. 


domingo, setembro 09, 2012

TRAIDOR



Na revolução de 1640, a 1ª vítima foi o traidor Miguel de Vasconcelos, o secretário de Estado da duquesa de Mântua, que estava ao serviço de Espanha.

“Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel de Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada.

Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário, O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.

O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades, sendo deixado no local da queda para ser lambido pelos cães, símbolo da mais pura profanação.”

Esta descrição da nossa História mostra bem como podem ser terríveis as consequências duma revolta, mesmo em Portugal, que é considerado um país de brandos costumes.


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