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terça-feira, dezembro 29, 2015

O RESPEITINHO É MUITO BONITO



Os portugueses são, em regra, uns gajos porreiros, simpáticos e amigos dos seus amigos, isso não se pode negar. Mas será que somos respeitadores das regras e temos um comportamento cívico exemplar?
Nós temos comportamentos que muitas vezes borram a escrita toda. Na estrada temos, demasiadas vezes, um comportamento irresponsável, nos assuntos fiscais tendemos a enganar o fisco, como se isso não tivesse consequências e subestimamos os nosso deveres de participação cívica, embora depois nos achemos no direito de barafustar com os poderes instituídos.

Nada disto nos torna verdadeiramente más pessoas, mas temos realmente muito que melhorar para conseguir uma sociedade melhor.

Hoje lembrei-me deste tema, devido a um acontecimento corriqueiro. Ao voltar para casa, saí do carro e entrei em casa, e quando limpei os sapatos no tapete da entrada, verifiquei que tinha os sapatos sujos por ter pisado inadvertidamente, um presente dum cãozito.

O episódio que acontece a todos com demasiada frequência, deve-se ao facto de haver muito dono de cães, que leva as suas mascotes a passear, sempre para longe da sua porta, e depois não apanha os presentes dos seus fiéis amigos, borrifando-se para o seu dever cívico.

Os pobres cães não têm culpa nenhuma, claro, mas os seus donos comportam-se como uns verdadeiros porcos, que não gostam de ter a merdinha nas suas casas nem à sua porta, mas não se importam de deixá-la num qualquer passeio, à porta dos seus vizinhos, e em locais por onde passam homens, mulheres e crianças.

Respeito quem tem os seus animais, mas gostava que se comportassem como humanos, respeitando os seus semelhantes, porque o respeitinho é muito bonito, e todos gostamos de ser respeitados.


By Leonid Afremov

terça-feira, dezembro 20, 2011

O NATAL E OS PRESENTES

Não pretendo discutir a racionalidade dos presentes de Natal, e muito menos as convicções religiosas relativas a esta quadra, mas tão só mostrar uma visão muito minha.

Considero que o mais importante no Natal é a reunião familiar, que não acontece assim tantas vezes que não mereça uma especial relevância, especialmente para um filho único.

Não terei sido dos mais desafortunados, e posso dizer que até tive alguns presentes de Natal quando era criança, ao contrário de tantos outros que nada tiveram, mas fui educado de modo a lhes dar muito valor, e a conservá-los com todo o carinho.

Gosto de dar presentes às crianças. Confesso que quando dava algum presente aos meus filhos mais velhos, que sabia que era o que desejavam, me sentia contente por o poder satisfazer. A utilidade dos presentes sempre foi tida em conta, porque nunca fui nem rico nem esbanjador.

Com a idade, e porque os filhos já são adultos e já me deram uns quantos netos, o que me dá mais prazer nesta quadra é ter a família reunida em volta da mesa de Natal, e saber das traquinices dos mais novos, admirar as suas gracinhas, e constatar que os filhos estão bem encaminhados na vida.

Afinal há muitas formas de dar e de receber. Os presentes agora já não são tão importantes para mim, embora para os pequenos haja sempre um mimo, o que mais importa é a reunião familiar. Afinal é um bom presente de Natal.