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segunda-feira, março 15, 2010

PARA O PORTUGUÊS, É CARO!

A crise económica que vivemos, causada pela especulação financeira e imobiliária, terá convencido o governo de que a solução estava na redução dos salários, nos cortes na despesa social e no aumento dos impostos.

Na área da Cultura, para a qual o executivo de José Sócrates nunca dispensou a devida atenção e muito menos um orçamento que permitisse um funcionamento minimamente adequado, a solução encontrada foi a do aumento de preços, que em alguns casos é extremamente violento.

Consultando a “Tabela de ingressos nos Museus e Palácios do IMC” vemos que existe uma divisão em 7 escalões, ou melhor dizendo, 7 preços diferentes que vão desde os 7€ aos 1,5€. Não vou discutir a necessidade de se gerarem mais receitas, mas ficou a faltar uma informação institucional sobre os objectivos que se querem atingir com as receitas extraordinárias resultantes destas novas tarifas.

Ainda quanto ao elevado custo das entradas nos museus e palácios, considero que o pagamento do bilhete inteiro pelos estudantes, quando não integrados em visitas de estudos devidamente autorizadas, é uma violência, bem como o desconto de apenas 50% para os portadores de deficiência, que nem sequer têm o mínimo de condições para usufruírem das visitas, havendo mesmo locais onde ela é impraticável.

A Cultura, ou especificando melhor, os nossos Museus e Palácios não podem ser considerados apenas como locais turísticos, mas sim como parte da nossa identidade cultural que naturalmente tem que estar acessível aos nossos cidadãos, que não têm capacidade para aguentar estes novos preços.



Palácio Nacional de Queluz - Entrada 7€

Palácio Nacional de Sintra - Entrada 7€

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Humor no Museu