Sempre procurei arranjar tempo para me informar, ler, visitar museus, ver cinema, ouvir música, conviver e sobretudo para a família. É uma tarefa que implica muita disciplina na utilização do tempo, que é sempre escasso para tudo isto, mas lá vou conseguindo umas coisas, embora haja sempre algo mais que gostaria de ter feito, mas que teve de ficar para outra oportunidade. A história é um dos poucos interesses que tem tido alguma prioridade, só relegada para segundo plano pelo convívio familiar.
Hoje li algures que vai ser inaugurado, precisamente hoje em Liverpool, um museu dedicado à história da escravatura transatlântica, salientando o modo como essa cidade enriqueceu a custa do tráfico de seres humanos e também da sua resistência. Talvez para muitos pareça apenas que se trata de mais um museu, mas as palavras do seu director, dizendo que afirmou “não será um museu neutral”porque foi criado para “desafiar a estreiteza de espírito, a incompreensão e o racismo”, chamaram a minha atenção.
Eu costumo dizer que muitos se envergonham da nossa História, por em certos momentos se terem praticado erros e até barbaridades, o que é um tremendo erro. Todos os povos, todas as sociedades, em determinados momentos da sua história, também tiveram os seus “pecados”. Não podemos ignorar, nem tentar esconder esses episódios, pois o seu conhecimento é o melhor motivo para que erros desse tipo, nunca mais possam vir a ser praticados.
Talvez venha a ser um museu demasiado polémico, mas se cingir à verdade histórica, será um contributo importante para alertar consciências. Imagino o que seria sugerir fazer um museu destes em Portugal…
Nota: Sugiro uma visita a um sítio que consultei recentemente por outros motivos, embora também ligado ao tema Escravatura:
The Atlantic Slave Trade and Slave Life in the Americas: A Visual Record
Hoje li algures que vai ser inaugurado, precisamente hoje em Liverpool, um museu dedicado à história da escravatura transatlântica, salientando o modo como essa cidade enriqueceu a custa do tráfico de seres humanos e também da sua resistência. Talvez para muitos pareça apenas que se trata de mais um museu, mas as palavras do seu director, dizendo que afirmou “não será um museu neutral”porque foi criado para “desafiar a estreiteza de espírito, a incompreensão e o racismo”, chamaram a minha atenção.
Eu costumo dizer que muitos se envergonham da nossa História, por em certos momentos se terem praticado erros e até barbaridades, o que é um tremendo erro. Todos os povos, todas as sociedades, em determinados momentos da sua história, também tiveram os seus “pecados”. Não podemos ignorar, nem tentar esconder esses episódios, pois o seu conhecimento é o melhor motivo para que erros desse tipo, nunca mais possam vir a ser praticados.
Talvez venha a ser um museu demasiado polémico, mas se cingir à verdade histórica, será um contributo importante para alertar consciências. Imagino o que seria sugerir fazer um museu destes em Portugal…
Nota: Sugiro uma visita a um sítio que consultei recentemente por outros motivos, embora também ligado ao tema Escravatura:
The Atlantic Slave Trade and Slave Life in the Americas: A Visual Record
Jerome S. Handler and Michael L. Tuite Jr.
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