Eu tenho tido sérias dificuldades em entender uns quantos senhores e senhoras que estão de algum modo ligados à política nacional, mas não acredito que o mal seja só meu.
Com o desaire eleitoral do PS fiquei admirado quando a ministra da Educação mostrou o seu mau humor à entrada do hotel onde estavam os seus colegas de partido, concorrentes à União Europeia. Curiosa foi também a saída do ministro Lino para fumar o seu cachimbo, e depois as câmaras nunca mais o encontraram pelo hotel.
Os dois ministros deste executivo sabiam bem que os holofotes estavam sobre eles, mas foram incapazes de escapar ao que lhes é habitual. Mas não reparei apenas nestes dois protagonistas da noite eleitoral, porque também estive atento ao ministro da Cultura, que habitualmente não fala de Cultura e menos ainda de política nacional, mas que aproveitou o mau humor e a falta de disposição dos seus colegas, infelizmente não dizendo nada muito coerente, mas lá que aproveitou a sua oportunidade, isso aproveitou.
Para lá das eleições temos o caso BPN e as declarações de Victor Constâncio, agastado quando confrontado com o falhanço absoluto do Banco de Portugal enquanto entidade fiscalizadora. O mais bem pago “funcionário público” português foi contratado para apresentar resultados, e o seu falhanço não é menor por outros colegas seus de outros países terem também falhado. A avaliação do desempenho do senhor Governador do BdP, feita pelos cidadãos deste país não é forçosamente igual à dos seus colegas, até porque uns pagam os seus honorários, e os outros não.







