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domingo, setembro 16, 2012

À ATENÇÃO DOS POLÍTICOS

O povo português mostrou que não está disposto a suportar indefinidamente uma austeridade estúpida e sem qualquer perspectiva de futuro.

Esperemos que o governo e a classe política tomem consciência de que o seu trabalho deve ter sempre em conta os anseios e as necessidades do povo, coisa que parece que tem sido esquedida nos últimos anos.

A legitimidade não se pode confundir com a legalidade, sendo que a primeira depende apenas da vontade do povo.


sexta-feira, março 23, 2012

DESCONTENTAMENTO E MANIFESTAÇÕES

Em Portugal as manifestações têm sido normalmente pacíficas e sem qualquer tipo de excessos, devido à organização dos sindicatos, que nesse aspecto tem sido impecável.

Nas últimas manifestações têm surgido à margem das manifestações organizadas pela CGTP, alguns incidentes com grupos de manifestantes autónomos, que têm envolvido também forças de segurança e alguns excessos.

A situação tende a piorar, não só pelo aumento do desemprego e da precariedade, mas sobretudo pela teimosia de uma certa direita que acha que os trabalhadores não devem fazer greves ou manifestar-se, e que acenam sempre com os inconvenientes que as greves naturalmente acarretam.

Ontem ouvi um deputado do CDS dizer que há o direito à greve mas que devia haver o direito a trabalhar quando há greves, o que nunca esteve em causa, logo ele que defendeu as alterações às leis laborais e à facilitação dos despedimentos.

Pode ser que num futuro próximo seja mais difícil mobilizar os trabalhadores para greves ou manifestações, mas será também muito mais provável que o descontentamento passe a ser descontrolado e acabe por ser mais prejudicial para todos.

Dar ouvidos à insatisfação devia ser uma obrigação dos eleitos, porque o povo não é masoquista nem tão tolo, que lhe dê para sacrificar um dia de salário só para ir para a rua gritar umas quantas palavras de ordem.

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Humor - O Poder

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Foto - Flor Branca

segunda-feira, setembro 05, 2011

O MEDO DA RUA

Passos Coelho mostrou o medo que tem das manifestações de desagrado, que começam a ser inevitáveis com as políticas restritivas que estão a ser seguidas, ao vir falar em “tumultos nas ruas”.

Já foram diversas as pessoas que vieram alertar para os limites da tolerância e da capacidade de aceitação dos sacrifícios que têm vindo a ser impostos, mas a obsessão de ir para além do exigido pela troika tem dominado o executivo.

Tudo o que é em excesso é repudiado, e não será com promessas de Passos Coelho, que já deixou por cumprir várias, que as populações descansam. Antes de avançar com as medidas, é que o 1º ministro devia ter vindo explicar o que pretendia alcançar com elas, e a sua duração.

Passos Coelho acordou tarde, e veio anunciar o princípio do fim da crise, como já antes o tinham feito Manuel Pinho e José Sócrates, mas precisamente no mesmo dia em que Christine Lagarde, do FMI, veio alertar para o risco iminente de recessão na economia mundial.

Esta promessa de Passos Coelho, mais uma, soou a pouco credível, para não dizer mesmo, a promessa vã. Será que não devemos manifestar o nosso desagrado? 

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Humor Pedinte
Sevket Yalaz
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Foto - Em Botão

segunda-feira, março 10, 2008

ELES NÃO APRENDEM

Nos tempos da outra senhora, antes do 25 de Abril para ser mais exacto, todos os que manifestavam o seu desagrado ou descontentamento com a situação vigente, eram apelidados de comunistas, independentemente das suas convicções ou dos seus motivo de contestação. Quem não se revia no sistema vigente, era considerado um perigoso comunista, sendo por isso diabolizado pelos apaniguados do regime. Passados mais de 30 anos sobre o 25 de Abril de 1974 é curioso que um ministro socialista, Augusto Santos Silva venha confundir as manifestações de desagrado com o governo, com manifestações comunistas.

No sábado passado foram cerca 100.000 os manifestantes nas ruas de Lisboa, manifestando-se contra a política do governo na Educação, o que veio desmentir a apreciação do senhor ministro, e a conotação partidária que ele pretendeu dar aos protestos contra a política do governo de que ele faz parte.

Compreende-se a incomodidade perante a contestação à governação, não se aceita é que um ministro reaja deste modo às manifestações de desagrado, afirmando que os manifestantes de “não distinguirem entre Salazar e os democratas”, como se os muitos milhares de descontentes por este país fora, fossem apenas pessoas manipuláveis por ideais de um só partido ou ideologia.

O ministro Augusto Santos Silva é suficientemente inteligente para já ter percebido que o descontentamento latente é muito superior ao manifestado publicamente, e que há muito extravasou conotações partidárias, como ficou evidente no passado sábado. É escusado tentar caracterizar partidariamente a contestação, é preciso é entender o que está errado na acção governativa percebendo o pulsar da sociedade.

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Fotografia


Алексей Корень

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Humor e Caricatura

Bandeira in DN

Bob Dylan por Carlinhos Muller