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terça-feira, maio 10, 2016

O ENSINO PRIVADO E OS DINHEIROS PÚBLICOS



Começo por dizer que frequentei o ensino privado quando muito novo, e depois, já no antigo 3º ano dos liceus, passei para o ensino público, até à faculdade, numa altura em que só existiam faculdades públicas.

A actual polémica sobre o financiamento público do ensino privado parece-me um disparate completo, uma vez que por definição, o que é privado não deve ser pago com dinheiros públicos, ponto final.

Por experiência própria sei que há bons professores no público e no privado, e que alguns podem pagar o ensino privado, que se pode diferenciar por actividades extra, como aulas de estudo acompanhado, natação, equitação, e outras actividades, que não são uma característica do ensino público. O ensino público, desde que o dinheiro público não seja disperso pelos privados que vivem à custa do Estado, também poderá proporcionar um ensino de qualidade, com instalações dignas e docentes motivados.

Sei que podem existir excepções, onde o Estado não possa proporcionar serviços de educação suficientes para a procura, e aí entende-se o financiamento de privados que o possam proporcionar, mas serão isso mesmo, excepções.

Afinal toda esta polémica só vem dar razão a quem, como eu, acha que existem demasiados ditos privados, que vivem à custa do Estado, e os seus lucros são privados, como convém.


Ramos by Palaciano

sexta-feira, junho 17, 2011

CURTINHAS

Avaliação – Há relativamente pouco tempo ouvimos e lemos declarações de muitas pessoas que zurziram o programa das Novas Oportunidades, falando de facilitismo e até de fantochada. Agora veio a lume o caso do “copianço” dos alunos do CEJ, que até tinha sido “resolvido” com a atribuição da nota 10 a todos os alunos. Fiquei agora a saber que o teste em causa era do “tipo americano”. Onde estão agora os críticos das Novas Oportunidades?

Privatização – Já se sabia que a troika apresentou um plano de privatizações onde estavam incluídas diversas empresas como a TAP e os seguros detidos pela CGD. Passos Coelho veio agora afirmar ao Finantial Times que quer ainda ir mais além do que está previsto no memorando, privatizando parte da RTP e das Águas de Portugal. Gostava só de saber se Passos Coelho conhece muitos exemplos de privatização das águas, da rede eléctrica nacional ou dos transportes ferroviários por essa Europa fora, com sucesso e vantagens para os utentes, porque eu não conheço.

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Foto de Flor

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Humor Fotográfico
Bob Englehart

quarta-feira, outubro 24, 2007

O ENSINO E OS RANKINGS

As notícias dão grande relevo aos resultados obtidos pelas escolas relativos aos exames nacionais dos 11º e 12º anos, dão o destaque aos 10 estabelecimentos mais bem colocados e salientam o facto de apenas uma escola pública se encontrar entre eles.
Eu costumo dizer que este tipo de comparações, apesar de interessante, pode conduzir a conclusões parecidas com as de se comparar um carro utilitário a um topo de gama.
Será irresponsável julgar-se que os resultados obtidos nos exames, podem ser iguais em escolas diferentes, servindo alunos de estratos sociais diferentes, com turmas pequenas ou com turmas com mais de 30 alunos, ou escolas com boas condições físicas e dotadas do pessoal necessário com outras cheias de carências nestes aspectos.
Contudo estes estudos podem servir para se avaliar escola a escola, as razões porque não se conseguem melhores resultados.
Não sou professor, nem especialista nestes assuntos, mas há factores que me preocupam porque afectaram os meus filhos enquanto estudantes do ensino público. Saliento por exemplo a falta de estabilidade do corpo docente, que originou que o mais novo tivesse 3 e 4 professores diferentes em três anos em cada disciplina, das que teve de fazer exame, todos com métodos de ensino diferentes. Também foi negativo o facto de estar numa escola sobrelotada, com turmas de 30 ou mais alunos e com horários disparatados em que duas das disciplinas nucleares, Física e Matemática, estavam situadas nos últimos tempos no dia em que ambas eram de 90 minutos, mas explicaram-me que eram os horários possíveis. Junte-se a isto a falta de condições da escola e a falta de pessoal auxiliar e temos aqui algumas das razões do meu descontentamento, apesar disso não me posso queixar muito porque os resultados do meu filho até foram bons e bastante acima da média obtida globalmente pela escola.
É altura para não disparar em todas as direcções e não fazer tábua rasa, considerando todas as escolas como iguais, ou querer passar a ideia que o privado é melhor que o público, porque por aí não se vai ao que interessa, que é melhorar o ensino.

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Fotografia
Luiza Gelts

Alisa

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Humor Made in USA
John Darkow

Patrick Chappatte