Vejo quase sempre o “Governo
Sombra” que agora dá na SIC e até acho que é um programa interessante, leve e
com algum humor à mistura o que é sempre agradável. Na noite passada um dos
intervenientes, o Ricardo Araújo Pereira acabou por ter uma intervenção
(apoiada pelos restantes) bastante infeliz, como os factos vieram a provar.
Na sua primeira intervenção, RAP referiu-se
aos cartazes que continham a frase “polícia bom é polícia morto dizendo “quem
acha e escreve num cartaz que polícia bom é um polícia morto, é um idiota, mas
não é um criminoso, palavras e acções são coisas de natureza diferente, aquele
cartaz não causou qualquer dano excepto na reputação de quem o escreveu.
Liberdade de expressão implica que os outros digam coisas que nós não gostamos
de ouvir “.
Pois é Ricardo (que não conheço
pessoalmente), a minha opinião é diferente, e a frase em causa é
inequivocamente um incitamento ao ódio, e independentemente da idiotice do seu
autor (que também não conheço), deve ser condenada pela sociedade.
A sociedade deve condenar todas
as mensagens de ódio, como as que apareceram nessa mesma noite em paredes da
capital, e não é coerente condenar umas e desvalorizar outras, consoante a
nossa simpatia por movimentos em que elas se tenham inserido. O mesmo é válido
para com os vandalismos a estátuas existentes no espaço público.
Desvalorizar estes actos é
simplesmente contribuir para que a desordem aumente e entre em descontrolo.
Lamento ser contra o politicamente
correcto, mas é isto que penso sobre o que se passa.