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quarta-feira, outubro 14, 2015
quinta-feira, novembro 22, 2012
CHANTAGEM INDECENTE
É conhecida a sanha com que este
governo e a maioria parlamentar que o apoia se lança contra os funcionários e
contra os serviços públicos, que nas suas palavras são sempre a causa dos
nossos problemas económicos.
Agora foi António Pires de Lima,
destacado membro do CDS, que veio dizer que os impostos podem vir a sofrer um
aumento em 2014 se o peso do Estado não for repensado.
Não será apenas com mais cortes
nos serviços do Estado e nas prestações sociais que se garantirá a sustentabilidade
do Estado social, até porque se sabe que a origem dos nossos problemas
económicos foi da má governação dos últimos trinta e tal anos. Não será
cortando no Estado social numa altura em que ele é mais necessário, como agora,
que as coisas melhoram.
António Pires de Lima sabe muito
bem que quanto mais serviços do Estado forem entregues a privados, mais caros
serão os serviços prestados e maiores terão que ser os impostos a cobrar, pois
o Estado ficará reduzido apenas às receitas dos impostos. Talvez Pires de Lima
desse falar dos submarinos, do BPN, das PPP’s, da destruição dos sectores
produtivos, como a agricultura e as pescas nos anos dourados do cavaquismo, e
nas incorporações das pensões dos bancários para as quais não temos agora
provisões.
A estratégia de virar os
trabalhadores uns contra os outros, público versus privado, já está gasta, e o
desmantelamento do Estado não evitará que os executivos continuem a colocar
boys em tudo que seja estrutura.
Por último convém dizer que este
governo não tem legitimidade para fazer a discussão apressada sobre que tipo de
Estado social querem os portugueses, sem um referendo ou sem se sujeitar a
votos com um programa que o preveja. Qualquer encenação sobre essa discussão
feita a mata-cavalos, não será mais do que uma fantochada para enganar tolos.
Coelho dixit
quinta-feira, junho 21, 2012
O ÁLVARO CHANTAGEADO
O inefável Álvaro, o iluminado que veio directamente do Canadá para nos ensinar economia, tem dificuldades em entender o português, não só o indígena mas também a língua, talvez por se ter exprimido durante anos numa outra que não será tão rica em adjectivos.
O ministro Álvaro veio acusar os sindicatos do sector dos transportes de exercerem “chantagem” nas greves que estão a realizar, acrescentando que o governo tem “demonstrado enorme paciência” em relação à situação.
As dificuldades do Álvaro no uso da língua podem explicar o facto de se ter esquecido de que o país inteiro está sobre “chantagem” da troika, que já disse e repetiu que, ou fazemos o que eles mandam ou cortam a torneira.
Qual será o entendimento do ministro da Economia sobre a palavra “chantagem”? É que o país inteiro está sob “chantagem” porque tem que aceitar coisas por meio do medo, se quer continuar a satisfazer os chantagistas, que são os nossos credores. Porque é que diz então que o seu governo “tem demonstrado enorme paciência”, se os portugueses na sua globalidade é que têm sido demasiado complacentes com um governo que não está a cumprir as promessas feitas pelos partidos que o integram, quando se propuseram às eleições que os levaram ao governo?
A nossa língua é lixada, mas o uso de uma palavra tão forte como “chantagem”, implica por parte de um ministro muito cuidado pois a “chantagem” até pode ser considerada crime.
sábado, abril 09, 2011
QUAL MONSTRO?
Quando lemos declarações de Pedro Passos Coelho (PPC), ouvimos invariavelmente o líder do PSD dizer que temos um Estado gigantesco. É sempre discutível fazer afirmações desta natureza, até porque se tivermos como termo de comparação apenas os outros países da União Europeia, nós até estamos a meio da tabela.
Eu sei que ao se trazer à ribalta o tamanho da coisa pública, se quer falar do peso do Estado na economia, mas aí o se está efectivamente a evidenciar é a absoluta inépcia de grande parte da classe política, ainda que se tente esconder a verdade.
A realidade costuma ser implacável, e neste caso desmente categoricamente PPC, e a própria Comissão Europeia, que além de preconizar o emagrecimento dos Estado, também nos fornece os números que deitam por terra essa teoria. Veja-se por exemplo que a nossa dívida externa é de quase 400 mil milhões de euros, (233% do PIB), e que o Governo deve cerca de 26% e os bancos 55% do total.
Há sem dúvida muita má gestão em organismos do Estado, e muitos jobs for the boys, que devem acabar, mas a responsabilidade é inteirinha dos senhores que tão mal nos têm governado, e aí tanto PS como PSD são os culpados.
Passos Coelho é a voz nacional do senhor Jean-Claude Juncker e está disposto a privatizar a eito e a entregar grande parte do dinheiro (80 mil milhões) à banca, que não nos esquecemos, lançou o ultimato ao Governo para pedir a ajuda externa, ameaçando cortar o crédito ao Estado.
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Foto - Lilases
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O Meu Mau Humor
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