Na semana passada discutiu-se no Parlamento o Estado da Nação, mas como de costume nestas coisas, falou-se muito mas disse-se pouco sobre o assunto. Os intervenientes debitaram os seus discursos partidários, cada um propõe-se fazer melhor que o outro e todos são unânimes em deitar as culpas de tudo, aos outros. O habitual.
Cá fora do hemiciclo os cidadãos metem as mãos nos bolsos, cada vez menos abonados, e começam a fazer contas à vida, tentando manter-se à tona. Uns quantos ainda vão conseguindo manter-se, enquanto muitos outros se vão afundando em dívidas e em incumprimentos sucessivos.
Nesta altura já são mais de 70% os portugueses que admitem ter dificuldades em pagar as suas contas, segundo dados internacionais, e isso deixa-nos na cauda da Europa, não obstante nos terem prometido estar no pelotão da frente. Quem falhou nesta embrulhada toda? Terão sido os portugueses na sua generalidade, ou terão sido os que dirigiram o País durante estes últimos anos?



