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sexta-feira, outubro 16, 2009

QUALIDADE DE VIDA

Enquanto José Sócrates procura quem esteja disposto a viabilizar o seu programa e o orçamento de estado para 2010, as notícias vão surgindo não só relativamente a casos que são anteriores à campanha eleitoral, como a TVI, o Freeport e os submarinos, mas também sobre o desemprego e a pobreza que se tornam problemas muito graves.

Sobre as polémicas que têm servido de arma de arremesso no combate partidário só digo que a Justiça é que sofre na sua credibilidade, porque os cidadãos já dão como adquirido que ninguém importante vai ser condenado. Já sobre o governo minoritário e o diálogo que enche a boca do indigitado 1º ministro, a coisa pia fininho, porque como eu já tinha previsto só colherá o apoio do CDS de Portas e limitado.

É curioso que o CDS tenha tido um discurso com preocupações sociais, ainda mais vincadas do que as do PS, apenas contrariadas pelo caso do rendimento mínimo, e agora seja precisamente este partido de direita o único a preparar-se para viabilizar o governo. Eu sabia que Sócrates não era de esquerda, mas os factos vêem demonstrar perfeitamente quem é quem.

A miséria aumenta a olhos vistos, e quem conhece o voluntariado pode testemunhar o que digo, mas as medidas sociais permanecem na gaveta, o desemprego alastra, a precariedade aumenta, os salários de miséria abundam, e o código do trabalho ajuda tudo isto. Ter trabalho já não é uma garantia de ficar fora da miséria, pelo contrário, cada vez mais se torna uma realidade para mais portugueses.

A política monetarista, o desequilíbrio cada vez maior entre empregadores e empregados, com um Estado que deixou à muito de ser o fiel da balança para ser apenas uma das partes, vão conduzir este país à ruína, com trabalhadores desmotivados e mais preocupados com a sobrevivência do que com o resto, e ricos cada vez mais ricos e sem necessidade de investir no sector produtivo porque a especulação rende mais e não é taxada.



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Fall by UnaObsesion

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