terça-feira, novembro 20, 2012

INCONGRUÊNCIA



Todos conhecemos a “determinação” (eu diria teimosia) de Passos Coelho e de Vítor Gaspar, na recusa absoluta em renegociar os juros da dívida nacional, e a recusa em renegociar os prazos de pagamento da mesma.

O povo português foi sujeito a uma austeridade asfixiante e ao aumento brutal dos impostos, que resultou num aumento do desemprego nunca visto, e no aumento das dificuldades mesmo para quem tem a felicidade de ainda ter um emprego.

Mas será que as coisas são mesmo assim para todos, ou será que existem algumas excepções? Será que o critério da “determinação” se aplica em todos os casos?

Passos Coelho e Vítor Gaspar estão a estudar a descida dos juros pagos pelos bancos resgatados, parecendo deste modo dispostos a “negociar” uma descida a pedido dos banqueiros nacionais.

A conclusão é bastante simples: o Governo não quer negociar as condições de pagamento da dívida nacional, mas pondera negociar a dívida dos bancos ao Estado, baixando-lhes o juro. Os impostos sobre o trabalho aumentam, mas isso é apenas um pormenor.



2 comentários:

O Puma disse...


O circo está armadilhado

Anónimo disse...

os culpados são sempre os pequenos, e os bancos são apenas as vítimas... Não sei que lentes usam os desgovernantes, mas desconfio!
Lol

AnarKa