nosso país.Por natureza os portugueses são prestáveis e procuram em geral ajudar como podem os turistas sempre que eles o solicitam. Esta atitude é valorizada pela grande maioria dos visitantes, mas o que quase nunca nos perguntamos é das razões que os levam a pedir ajuda com tanta frequência, mesmo quando não sabem uma única palavra de português.
Em Portugal a sinalética é quase sempre insuficiente, confusa ou mesmo inexistente. Tivemos uma oportunidade de ouro por alturas da Expo98, e contrataram-se peritos na matéria que fizeram um trabalho bastante interessante, mas depois disso voltou-se à confusão total.
Nós vamos desenrascando-nos, mas ponham-se na pele de um estrangeiro e tentem circular por Sintra no mês de Agosto, aproveitando para visitar os monumentos quase todos, e no dia seguinte vão a Belém, visitem a Torre, o Mosteiro e os Coches, e depois procurem o Museu de Arte Antiga ou o do Azulejo, conduzindo uma viatura. Tarefa impossível para quem não conheça Lisboa, a menos que recorra à simpatia dos tugas sempre dispostos a ajudar.
As nossas estradas não têm informação suficiente no que toca a direcções, mesmo as mais turísticas, e nos museus e monumentos há má informação e de todos os tipos mesmo que estejam sob a mesma tutela. Nos sítios oficiais dos museus e palácios a informação é vasta, mas confusa e por vezes contraditória ou desactualizada.
Podíamos aprender, bastava copiar o que há de bom por essa Europa fora, começando logo aqui pela vizinha Espanha, que nesta matéria está bem melhor servida.
By Palaciano


