domingo, maio 10, 2026
sábado, maio 15, 2010
O FALSO MORALISMO
Lá pelas bandas de Mirandela uma professora decidiu aceitar ser fotografada para a revista “Playboy”. Num país normal do mundo ocidental o caso não seria notícia, mas nós estamos em Portugal.
Logo que a revista chegou às bancas a coisa começou a tomar novos contornos e logo apareceram os que se consideram ofendidos, e que exigem a demissão da professora pelo seu mau exemplo.
O falso moralismo que transpira das declarações que se conhecem, mostra o atraso e mentalidade retrógrada que ainda predomina por aí.
Um dia talvez se peça a fogueira como castigo, por agora ainda só foi pedida a demissão ou transferência.
domingo, março 01, 2009
CHAMEM-ME SALOIO…

Já me chamaram muitas coisas, mas agora decidiram chamar-me saloio, porque achei que o episódio da apreensão dos livros com a imagem de um quadro de Courbet na capa, tinha sido caricato e perigoso, pois bastou alguém sentir-se incomodado, ou achar que a imagem não era própria, para logo a polícia actuar.
Fernanda Câncio e Miguel Sousa Tavares vieram logo zurzir em quem se indignou com este acto perfeitamente discricionário, como se fosse completamente irrelevante. Não é necessário recordar que poço antes tinha acontecido o caso do Magalhães, pelos vistos também irrelevante, para os dois detentores da razão, mas não para muitos como eu, que já conhecemos os tiques de outros tempos.
Chamem-me saloio, que eu posso bem com a vossa prosápia, não me chamem é parvo, porque nunca arrumei um caso de justiça de forma tão sumária como a Fernanda Câncio, que afirmou que o caso do Kuku foi um homicídio perpetrado pelo polícia que o atingiu, mesmo antes de se conhecer qualquer decisão de um tribunal, ou porque devido a ser tão saloio ainda não percebi que alguns podem caçar à vontade ainda que isso agrida os outros.
Enxerguem-se, não se julguem perfeitos ou melhores que os outros, porque geralmente isso esbarra no escudo que todos os saloios usam quando os tentam denegrir: vozes de burro não chegam ao céu!
Nota: O Director Nacional da PSP assumiu o «erro» na apreensão dos livros, o que me apraz registar e merece o meu maior respeito pela dignidade demonstrada.



