Mostrar mensagens com a etiqueta Espertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espertos. Mostrar todas as mensagens

domingo, março 01, 2009

CHAMEM-ME SALOIO…


By Cajó

Já me chamaram muitas coisas, mas agora decidiram chamar-me saloio, porque achei que o episódio da apreensão dos livros com a imagem de um quadro de Courbet na capa, tinha sido caricato e perigoso, pois bastou alguém sentir-se incomodado, ou achar que a imagem não era própria, para logo a polícia actuar.

Fernanda Câncio e Miguel Sousa Tavares vieram logo zurzir em quem se indignou com este acto perfeitamente discricionário, como se fosse completamente irrelevante. Não é necessário recordar que poço antes tinha acontecido o caso do Magalhães, pelos vistos também irrelevante, para os dois detentores da razão, mas não para muitos como eu, que já conhecemos os tiques de outros tempos.

Chamem-me saloio, que eu posso bem com a vossa prosápia, não me chamem é parvo, porque nunca arrumei um caso de justiça de forma tão sumária como a Fernanda Câncio, que afirmou que o caso do Kuku foi um homicídio perpetrado pelo polícia que o atingiu, mesmo antes de se conhecer qualquer decisão de um tribunal, ou porque devido a ser tão saloio ainda não percebi que alguns podem caçar à vontade ainda que isso agrida os outros.

Enxerguem-se, não se julguem perfeitos ou melhores que os outros, porque geralmente isso esbarra no escudo que todos os saloios usam quando os tentam denegrir: vozes de burro não chegam ao céu!

Nota: O Director Nacional da PSP assumiu o «erro» na apreensão dos livros, o que me apraz registar e merece o meu maior respeito pela dignidade demonstrada.



Volta do mercado saloio de Roque Gameiro

««« - »»»
Anedota da Semana
O Eleito por Henrique Monteiro
719

quinta-feira, dezembro 20, 2007

MENTIRA TEM PERNA CURTA

Pessoalmente gosto mais do ditado popular que diz que “É mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo”, mas este título também serve para ilustrar o meu comentário de hoje.
De tempos a tempos somos positivamente bombardeados com os discursos dos nossos economistas e dos poderosos deste País, dizendo que em Portugal se trabalha pouco, temos demasiados feriados e pontes, que nos reformamos muito cedo, e que estas são as causas de termos baixos índices de produtividade. Nunca os ouvimos falar de fracas lideranças, metodologias e maquinarias ultrapassadas, gestão ruinosa, falta de investimento, falta de incentivos e salários de miséria, etc.
Infelizmente a realidade não é a que nos pintam, e a verdade acaba por vir à tona, deixando uns quantos espertos engasgados com as suas próprias mentiras.
Afinal os portugueses trabalham mais anos que os espanhóis, reformando-se portanto com mais idade, trabalham mais horas diárias, têm menos feriados e pontes, e contudo o PIB português per capita é inferior ao espanhol e tem vindo a distanciar-se cada vez mais nos últimos anos. Para informação dos nossos comentadores económicos e os seus mentores, o custo de vida é idêntico nos dois países, para não dizer que até já é mais alto deste lado da fronteira, como atestam as idas dos nossos compatriotas ao lado de lá, para se abastecerem, e não é só de combustíveis. Falar da diferença de salários e da qualidade e preço dos cuidados de Saúde e de Educação é desnecessário, porque até aqueles que costumam baralhar os dados sabem que existe um verdadeiro abismo, que só é menor exactamente quando se comparam os ordenados dos gestores de topo e dos políticos nacionais, que esses sim, igualam e até ultrapassam os praticados no País vizinho.
Claro que tudo isto é difícil de engolir para quem anda a pregar mais horas de trabalho, menores aumentos salariais, menos regalias sociais e menor protecção no trabalho, mas os dados estão aí, e são oficiais.

Dados disponíveis AQUI


Fotografias de Jóias

STori

i1



Humor

Damien Glez

Riber Hansson