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domingo, março 25, 2012

JAN VAN EYCK

Não sabemos a data exacta nem o local do se nascimento, mas supõe-se que terá nascido cerca de 1390, na província oriental do Limburg Holanda.

Terá aprendido a pintar com o seu irmão Hubert van Eyck e já está na corte de Filipe o Bom da Borgonha, como artista e mais tarde também como diplomata ao seu serviço.

Incumbido por Filipe o Bom, Jan van Eyck visitou Portugal, com a missão de retratar a princesa D. Isabel, futura esposa do duque. Os dois retratos pintados pelo artista perderam-se mas existe ainda um desenho à pena e tinta-da-china sobre papel (sé.XVII), cópia do retrato da Infanta portuguesa.

Diz-se que há influência de Jan van Eyck na pintura nacional da época, e houve mesmo quem atribuísse a pintura dos cisnes da Sala dos Cisnes (Sintra), o que não é exacto.


“O retrato foi pintado em duplicado, conforme a relação da embaixada borgonhesa a Portugal refere, mas nenhuma das duas versões sobreviveu até aos nossos dias. Tanto a representação de uma moldura ornamental (onde figuram elementos decorativos alusivos à Ordem do Tosão de Ouro, fundada apenas em Janeiro de 1430, por ocasião da chegada de Isabel ao ducado), como a inscrição exterior em torno da mesma, são posteriores ao quadro de 1429. Em contrapartida, a inscrição interior «LINFANTE DAME ISABIEL» que parece cinzelada na pedra, num estilo de trompe-l'oeil frequente na pintura eyckiana, pertence provavelmente à pintura original. A inscrição exterior localiza o retrato copiado com precisão: «Cest la pourtraiture qui fu envoiié a phe duc de bourgoingne & de brabant de dame ysabel fille de roy Jehan de portugal & dalgarbe seigneur de septe par luy conquise qui fu depuis feme & espeuse du desus dit duc phe».

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Existem diversos retratos da Duquesa de Borgonha, D. Isabel, como este que vos deixo mais abaixo.
Rogier van der Weyden

sábado, junho 11, 2011

RETRATOS DA CRISE

Virada a página após as eleições talvez seja oportuno citar umas quantas notícias para que não nos esqueçamos da realidade que nos rodeia.

José Sócrates que foi o maior derrotado da noite das eleições, poderá ou não ter sido convidado por Dilma para defender interesses de empresas brasileiras, devido aos seus conhecimentos, ou talvez esteja disposto a exilar-se em França por um ano, para tirar filosofia, tentando assim fazer jus ao nome. Pouco importa, devo acrescentar, afinal estando afastado da governação não é um perigo imediato.

Outra notícia que deve estar a causar urticária a muito boa gente é a da queda da bolsa e os máximos atingidos nos juros da dívida pública, apesar dos resultados da eleições terem dado muito provavelmente uma maioria favorável ao plano da troika.

Outra singularidade da política nacional é a de agora ser comum ouvirem-se opiniões de gente ligada aos partidos que assinaram o memorando, considerando que uma renegociação do acordo será inevitável no prazo máximo de 2 anos, quando antes se diabolizava a ideia.

A política nacional e a economia andam quase sempre de braço dado, mas infelizmente acertam muito pouco como todos podemos constatar, ou será que apenas nos querem enganar?

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Humor e Ratice

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Foto Com Insecto