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segunda-feira, julho 27, 2015

O CASO DA PULSEIRA



A memória é muitas vezes uma coisa lixada, porque há pessoas com tendência para esquecer o que disseram, logo que se passam uns dias sobre as afirmações.

Ouvi nestes dias muitos comentadores, advogados e jornalistas a falar do caso da medida de coacção imposta a Ricardo Salgado, como se ela fosse algo de muito estranho, ou até mesmo uma forma de humilhação imposta ao banqueiro.

Como a memória é curta em muitos casos, relembro o caso de José Sócrates, quando foi ouvido sobre a possível vigilância com pulseira electrónica, que não aceitou, e que nessa altura muitos alvitraram que a vigilância na residência feita por forças policiais teria sido mais de acordo, em vista da recusa da pulseira, ao contrário do regresso à prisão, que acabou por ser a solução dada pelo juiz.

Não tenho qualquer simpatia por um ou por outro, diga-se em abono da verdade, e apenas lamento que ambos custem tanto dinheiro ao erário público, e que, pelos vistos, tenham prejudicado tanta gente.