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quinta-feira, abril 26, 2018

O NOME CONTESTADO PARA UM MUSEU

Existe uma polémica quanto ao hipotético nome do Museu das Descobertas, que poderia ser dado a um futuro espaço destinado a essa temática, sem que se conheça o que se iria expor e qual seria a mensagem que se iria lá querer transmitir.

Pelo que percebi Descobertas ou Descobrimentos são duas palavras que suscitam muitas resistências, creio que pela sua carga passada, em que as ditas foram usadas e abusadas pelo antigo regime, e com uma carga hoje considerada politicamente incorrecta.


Pessoalmente não tenho pruridos dessa natureza, quanto ao nome, mas também acho que esta é uma polémica extemporânea. Conforme li num espaço que leio com frequência (a.muse.arte): “… importa dar aos museus existentes os meios humanos e financeiros necessários para que possam apresentar e comunicar as respectivas colecções, articulando-se com a investigação académica na elaboração dos discursos; dar-lhes os meios necessários para repensar os modelos de musealização, definir redes e conexões entre espaços museológicos e reabilitar os espólios ignorados ou esquecidos.”

Vamos fortalecer e dignificar os museus que temos, e só depois, poderemos pensar em novos espaços e com projectos bem amadurecidos...



segunda-feira, agosto 06, 2007

AFINAL, ENGANEI-ME!

Quando afirmei que os colegas de Dalila Rodrigues tinham ficado calados perante a situação criada com a sua demissão, enganei-me redondamente, pelo que venho repor a verdade dos factos. De facto não tinha conhecimento da notícia de dia 3 de Agosto veiculada pela Lusa, que dizia preto no branco que “16 directores contestam posições de Dalila Rodrigues”.
Segundo a Lusa os 16 directores subscreveram um abaixo-assinado afirmando que nenhum deles conferiu «poderes de representação à directora do Museu Nacional de Arte Antiga como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem, nem lhe reconhecem esse papel a que se arroga».
Estranhei um pouco a oportunidade deste abaixo-assinado e procurei com todo o afinco alguma referência nas declarações de Dalila Rodrigues à sua pretensa condição de porta-voz dos directores de museu, li para tal 62 textos publicados em diversos meios de comunicação social e outros não convencionais, e não encontrei uma única menção ao assunto, mas posso estar enganado e talvez exista algo em algum sítio que eu não tenha consultado. Mas mesmo assim persiste a estranheza da oportunidade do documento mencionado, até porque as ideias da directora do MNAA eram conhecidas há muito tempo e até já tinha havido pelo menos um debate público sobre o assunto com a sua participação.
Outra afirmação do documento dos 16 directores também me pareceu esclarecedora da sua posição “os subscritores afirmam que a existência de um «organismo coordenador dos museus nacionais sob administração central do Estado» nunca foi encarada como uma medida «cerceadora da autonomia técnica e programática dos museus»”.
Afinal os subscritores do texto estão satisfeitos com as condições que lhes são proporcionadas para a programação e funcionamento dos museus que dirigem, assumindo a inteira responsabilidade pelos sucessos e insucessos que todos podemos testemunhar ao visitar estes serviços.
Fica registado.

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