Ser político nos dias que correm é aborrecido à brava, porque já nem se podem dizer disparates sem que a imprensa e a opinião pública nos caia em cima. Eu, se fosse o secretário de Estado Adjunto e da Saúde já teria dito isto a propósito das notícias de domingo.
Segundo a imprensa domingueira, Manuel Pizarro terá dito que a polémica sobre a nova legislação sobre as alterações na comparticipação dos medicamentos «é ruído». Reconhece o governante que as alterações à lei vão ter um «impacto desagradável» nos doentes, mas acusa «interesses instalados» das farmacêuticas, de mais uma vez estarem a criar «ruído» em torno de uma matéria que lhes desagrada.
O senhor secretário de Estado Adjunto e da Saúde podia esclarecer os cidadãos dizendo se não é verdade que por exemplo se o Nexium que eu tenho que tomar para o estômago vai ou não duplicar de preço. Podia esclarecer se as despesas globais dos cidadãos não vão aumentar com esta medida, ao contrário dos encargos do Estado.
É que o ruído gira em torno destas questões, para além da questão dos preços, e se não é verdade, então está mesmo a haver ruído, mas se é verdade, então devia ter-nos poupado a paciência que já é muito escassa.
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Foto - Torre
By Palaciano
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Humor à Pinóquio

