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domingo, março 15, 2009

OS INSTRUMENTOS

Um 1º ministro num país que se proclama Democrático devia medir muito bem as palavras, quando fala em público e sabe que vai ser citado pela imprensa.

Estamos a apenas alguns meses de actos eleitorais, expressão máxima de liberdade em qualquer Estado democrático, e não se pode encaixar de ânimo leve que José Sócrates, que reuniu nas eleições precedentes a maioria dos votos dos portugueses, venha agora sugerir que 200 mil portugueses a manifestar-se nas ruas de Lisboa, o façam sem qualquer razão plausível mas apenas para o insultar, instrumentalizados pelos sindicatos.

Se o senhor 1º ministro José Sócrates pensa deste modo, então não se deve apresentar a novas eleições, nem deve reclamar uma maioria absoluta, porque se arrisca a que os seus críticos venham depois utilizar a mesma argumentação, em relação às eleições que ele possa ter ganho, ou que venha a ganhar futuramente.

Se o número não é argumento, como raio é que se ganham eleições em democracia? Se o chamam mentiroso será que foi por cumprir integralmente as suas promessas?

Este mandato foi para alguns uma desilusão, para outros a confirmação de que as promessas são uma coisa, e a realidade foi o seu contrário em grande parte das matérias que realmente importam para o cidadão comum.



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