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quarta-feira, agosto 01, 2018

BRINCAR COM AS ESTATÍSTICAS


Tive a oportunidade de ler um artigo no ECCO economia online com o título sugestivo, “Poucos e mal pagos. Funcionários públicos portugueses ganham menos 46 euros por dia que os colegas europeus”.


Podia ficar por aqui, dizendo que não me admirava nada, que é sabido que não temos funcionários públicos a mais, e que é um facto que ganham menos que a maioria dos colegas europeus, mas verifiquei que existem umas subtilezas no texto, que não podem passar em branco.


Embora os dados dos salários fossem de 2014 (para Portugal e para os outros países, diga-se), os articulistas acrescentam que o salário médio mensal dos portugueses (em 2014) era de 1.396 euros brutos, que comparava com os 2.789 euros dos praticados na Zona Euro, mas que segundo os dados actuais em Portugal os funcionários públicos ganhavam (média mensal) em 2017, 1.465,7 euros e com os suplementos pagos regularmente eram 1.705,8 euros brutos.


Ora bem, depreende-se que de 2014 para 2017 houve um ganho médio mensal de 5,5% e que os tais suplementos pagos regularmente são em média de 240 euros.


Vamos ser sérios, porque nem os cortes salariais justificam estes aumentos, nem os suplementos (que não são recebidos pela maioria dos funcionários) podem atingir uma média de 240 euros mensais. 

Quanto aos salários dos funcionários públicos (mostrados no vídeo) vejam com atenção, e percebem logo que a maioria das profissões nem sequer existem na função pública.



quarta-feira, abril 29, 2015

AMIGOS DA ONÇA



O PS deve estar “mais do que “lixado” com a notícia do DN que diz que «representantes dos “patrões” elogiam o cenário macroeconómico do PS», porque era tudo menos o que lhe convinha “nesta altura do campeonato”.


É quase impossível no panorama político nacional do presente, agradar a empregados e patrões, porque a experiência nos tem mostrado que o governo em funções tudo tem feito para agradar ao patronato, sem qualquer preocupação com os trabalhadores por conta de outrem, tanto do sector público como do privado.


Claro que os patrões elogiaram o conjunto de medidas apresentadas, mas não se eximiram de criticar todas as que não lhes são favoráveis, como o congelamento do IRC e a penalização dos contratos a prazo, salientando desde logo a possibilidade de flexibilização destas medidas na concertação social.


O PS devia saber que sem a ajuda de outros partidos da esquerda parlamentar não conseguirá governar, a menos que queira pagar a factura de promover um bloco central de interesses, que causará uma fractura no eleitorado, que fará surgir todos os extremismos, tanto de direita como de esquerda, fazendo perigar a já frágil Democracia que vivemos.