Em Democracia é usual aceitar-se
que um governo que emana de eleições livres terá legitimidade para governar
durante o seu mandato. O princípio tem sido válido no pressuposto que os
eleitos sejam sérios e respeitem aquilo que prometeram aos eleitores quando se
apresentaram a votos.
Este governo encabeçado por
Passos Coelho já perdeu há muito a sua legitimidade, tantas são as promessas
que desonrou durante a 1ª metade do seu mandato. Os funcionários públicos terão
imensas razões de queixa, bem como os reformados pois são os grupos mais
flagelados pela má governação deste executivo.
A mais recente trapalhada, para
não dizer aldrabice, é a da mobilidade especial, que agora se chama
“requalificação”, que não é um despedimento colectivo mas que é contemplada com
o subsídio de desemprego ao fim de um ano. A tal mobilidade que é imposta, que
pode dar direito a uma rescisão amigável que se não for aceite dentro de
determinado prazo, se perde pelo menos em parte, e à qual se segue o subsídio
de desemprego sem existir um desemprego formal.
Estamos todos recordados dum
desmentido por escrito do ministério da Finanças, que rejeitava há uma semana o
subsídio de desemprego para os funcionários públicos, mas agora já é uma
proposta do governo, que ainda não admite um despedimento colectivo sem justa
causa, que talvez surja daqui a uma semanas, a continuar este desfiar de
mentiras…


