Ser governante ou ocupar um alto
cargo em instituições públicas devia ser encarado como uma prestação de serviço
público, onde em primeiro lugar está sempre o interesse dos cidadãos e não os
interesses de alguns ou os interesses próprios.
A actividade política em
Portugal, tem sido encarada por parte dos cidadãos como uma actividade onde
proliferam indivíduos oportunistas, preenchida por pessoas que defendem os
grandes interesses e que são capazes de enganar os eleitores para se alcandorarem
no poder.
Infelizmente as coisas são mesmo
assim, e é pena que apesar das evidências ainda tenhamos tantos portugueses que
se deixam enganar sistematicamente, e muitos outros que tenham desistido de
alterar as coisas, abstendo-se de votar e de ter participação cívica.
Nos últimos dias as notícias
foram notícia diversos políticos do passado bem recente, em que o governo se
submeteu a políticas ditadas por credores e instituições externas,
sobrecarregando grande parte dos cidadãos com impostos e cortes salariais e de
direitos sociais, que estão em vias de entrar para lugares de relevo nas ditas
instituições externas.
Sabemos quais as posições
defendidas por estes políticos, sempre alinhadas com a troika, e os processos
em que estiveram envolvidos, como as privatizações ou as ajudas aos bancos, e
vê-los recrutados agora por instituições de algum modo relacionadas com a sua
acção, faz-nos pensar sobre os interesses em causa durante os seus mandatos em
funções públicas…
