quarta-feira, julho 20, 2005

ESTAR NA LUA

Passados uns anitos sobre a constituição da sociedade anónima de capitais públicos Parques de Sintra – Montes da Lua, continuo a questionar se as razões que levaram ao seu estabelecimento eram válidas. Um avultado passivo, uma gestão que alguns consideram danosa, gestores em duplicado e vencimentos altos são o que nos chega pela comunicação social. No terreno passámos a ter entradas caras no Castelo dos Mouros, obrigação de pagar um bilhete conjunto Parque – Palácio mesmo que só estejamos interessados em visitar o Palácio Nacional da Pena e bilhetes mais caros nos Capuchos e em Monserrate que se encontram em muito mau estado de conservação, apesar dos vários anúncios de grandes obras de restauro que por enquanto se ficaram pela cosmética.
A razão principal que presidiu à constituição desta sociedade, segundo foi na altura anunciado, foi ultrapassar as dificuldades de gestão repartidas, na altura, por vários ministérios e a autarquia de Sintra. O panorama hoje é ainda mais complicado já que temos os Montes da Lua que arrecadam as receitas, o IPPAR que tem a seu cargo o Palácio Nacional da Pena, com toda a despesa que isso acarreta, que não recebe ou recebe tarde e a más horas um percentagem das entradas e pelo menos duas outras entidades que disputam a maioria do capital ( mas ainda resta algum?) e por consequência a gestão.
Será que valeu a pena a contratação de gestores tão bem remunerados para gerarem tamanha embrulhada? Quando será do conhecimento público o relatório e contas actualizado desta sociedade e os montantes em dívida e quais os credores?
Parece que já há um processo de investigação em curso, resta esperar pelo seu resultado.

1 comentário:

Pdivulg disse...

"Será que valeu a pena a contratação de gestores tão bem remunerados " esse é o problema de Portugal grande gestores (pelo menos em ordenados) resultados fracos... Algo está errado!
Cumprimentos conterrâneos!