terça-feira, janeiro 24, 2017

A AMBIÇÃO E O PODER PODEM CEGAR

Os políticos têm feito um péssimo trabalho nos últimos anos e o resultado é o descrédito que o povo nutre por eles, e o surgimento de diversos tipos de populismo, igualmente perigosos, mas que se perfilam como alternativa ao pantanal da política que se vai agarrando ao poder.

O exemplo maior do populismo desbocado e perigoso é sem dúvida Trump, até porque é hoje o presidente de uma grande potência, mas está longe de ser o único exemplar dessa nova ameaça, até porque na Europa, e não só, já vamos tendo diversos (maus) exemplos.

São conhecidos os dislates da família Le Pen em França, mas o exemplo mais recente do um político não deve ser, nem dizer, partiu das afirmações do actual primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Rutte finge ignorar que em Democracia deve ser possível discordar, manifestar ideias diferentes e protestar e prefere escrever uma carta aberta onde defende que “os que não gostam de um país devem partir devem partir”, como se pretender a mudança fosse algo de errado em si mesmo.


Não está em causa defender estas ou aquelas ideias políticas, o que agora nem vem a propósito, mas apenas a Liberdade de poder almejar a uma mudança, sempre que não estamos de acordo com o estado das coisas.  


domingo, janeiro 22, 2017

AS BAILARINAS



Há determinados temas na pintura que inevitavelmente nos levam a recordar alguns pintores que os abordaram de forma magistral. Edgar Degas, como é vulgarmente conhecido, foi um pintor que sempre ficou na minha memória como um exímio pintor, que nos deixou delicadas pinturas de bailarinas, que o tornaram um pintor de renome.

Muitas vezes classificado como um impressionista, embora não tenha utilizado as cores que caracterizam este estilo, era muito mais conservador e terá tido por isso mesmo menor impacto na opinião pública da época do que Monet, este sim um verdadeiro impressionista.

Degas também se distinguiu na escultura, e A pequena bailarina de catorze anos, esculpida em bronze, terá sido talvez um dos maiores marcos da sua obra, deixando chocados os seus colegas e toda a «boa sociedade da época». Vale a pena ler o texto constante na Wikipedia (AQUI).


The Opera Dance Studio on the Rue Le Peletier

The Star - Dancer on Stage

quarta-feira, janeiro 18, 2017

PÁTIO DA AUDIÊNCIA DO PAÇO DE SINTRA

 
Esta é uma foto do Pátio da Audiência do Palácio Nacional de Sintra, de 2000, onde se sabe que D. João I recebeu os espiões que mandara a Ceuta para verem as defesas e as fraquezas das suas muralhas, antes de seguir para a sua conquista como relata Azurara. 


Esta cena do filme Camões, de 1946, é responsável pela tradição que foi passando de pais para filhos, segundo a qual o poeta teria lido a sua obra maior ao rei D. Sebastião neste local. Não existe qualquer prova documental de tal acontecimento, mas a tradição, tal como as lendas, dão sempre um toque de interesse que perdura nas lembranças, muito mais do que a História contada de forma enfadonha.

Postal antigo com a referência tradicional

segunda-feira, janeiro 16, 2017

AVALIAÇÃO NEGATIVA DA CULTURA

A última avaliação mensal feita pela Eurosondagem mostra que o ministro da Cultura é o segundo ministro que apresenta uma avaliação mais negativa por parte dos inquiridos, facto que não é normal, e que surpreende todos pela negativa.

Esta avaliação surge pouco tempo depois da decisão do governo de se voltar a ter entradas grátis nas manhãs de todos os domingos e feriados, em contraste com o que existia, que era a entrada grátis apenas nos primeiros domingos de cada mês durante todo o dia.

Um pouco antes tinha-se entrado nas comemorações do tricentenário do Palácio Nacional de Mafra, com festa e foguetes como convém. O anúncio da conclusão da construção do Palácio Nacional da Ajuda também é ainda recente, como o anúncio da conclusão do projecto museológico do Museu dos Coches (este ainda por realizar).


Com tantos anúncios e factos que em princípio deviam agradar aos cidadãos, como explicar esta avaliação tão negativa deste ministro rotulado de diplomata? Dá que pensar…  


sábado, janeiro 14, 2017

REAIS PALÁCIOS DE VERÃO


A monarquia portuguesa tinha à sua disposição diversas residências não permanentes em diversas localidades, e como tal ia-as usando em ocasiões tão diversas como refúgio de Verão, época de caça, zona segura em tempos de peste, ou até para impressionar chefes de Estado estrangeiros.


A residência permanente foi quase sempre em Lisboa, o que é natural, mas isso nunca impediu que os monarcas tivessem algumas preferências diferentes, deslocando-se mais ou menos a uma ou outras.


Nas residências não permanentes normalmente não ficavam muitos móveis, mesmo nos últimos séculos, e por isso quando os reis decidiam deslocar-se para lá, havia quase sempre quem fosse à frente com móveis, e outros itens para proporcionar aos monarcas e seus acompanhantes, uma estadia confortável.


O estado dessas residências também determinava o uso de certas dependências em melhor estado de conservação, em detrimento de outras menos cuidadas, e também era determinante o tempo de estadia esperado e os actos oficiais que estavam previstos.


Estas explicações parecem óbvias para os conhecedores, mas outros menos informados ficam bastante surpreendidos com diferentes fotos ou gravuras de alguns palácios, de épocas relativamente recentes, e é preciso explicar as razões para que possam melhor apreciar o Património e as suas vivências em tempos passados.


Imagem da Sala dos Cisnes (P.N.Sintra) com mesa de jogo do pião em 1º plano
Este mesmo jogo do pião está hoje em exposição no Palácio de Mafra

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quarta-feira, janeiro 11, 2017

RELAXANDO JUNTO AO MAR

Por vezes não encontro nada melhor do que uma paragem junto ao mar, de preferência algo revolto, ouvindo o barulho das ondas e o piar da aves marinhas que fazem o seu bailado enquanto se alimentam junto à praia.

Bailado By Palaciano

Baile By Palaciano