segunda-feira, fevereiro 27, 2017

IDEALISMO

Idealista é quem, notando que uma rosa cheira melhor que um repolho, conclui que é também mais nutritiva.

Henry Mencken


sábado, fevereiro 25, 2017

A PENÚRIA DA CULTURA

A Cultura tem sido o parente pobre dos Orçamentos de Estado dos últimos anos, tenham sido eles do PSD ou do PS, mas tendo chegado a um ponto tão baixo no ano passado, houve quem julgasse que agora com um governo apoiado pelas esquerdas houvesse uma inversão de tendência, pelo menos tendo em conta o que a esquerda tem vindo a dizer sobre o assunto.

As últimas notícias sobre os dinheiros disponíveis são decepcionantes, e como as unhas já foram roídas até ao sabugo, só resta mesmo cortar as carnes.

As alternativas são poucas e o silêncio do Ministério da Cultura é ensurdecedor, e mais ensurdecedor ainda é o silêncio da DGPC, onde a escassez de verbas pode levar ao encerramento de equipamentos.


É mesmo isto que querem os partidos que apoiam este governo? Também aqui o silêncio é muito estranho, ou talvez não…

Leitura recomendada AQUI


quinta-feira, fevereiro 23, 2017

AUSTERIDADE E LÁGRIMAS DE CROCODILO

Depois de nos obrigarem a passar as passas do Algarve com políticas de austeridade absurdas, e que todos com dois dedos de testa criticaram, lá começam a aparecer os estudos e as conclusões de que as medidas de austeridade ainda pioraram a nossa situação, com resultados negativos na dívida, no crescimento, no desemprego e no consumo privado, aumentando assim a recessão.

Os especialistas, sempre eles, desta vez alemães do German Institute for Economic Research, o mais habitualmente conhecido como DIW Berlin, vêm agora reconhecer o falhanço das políticas de austeridade aplicadas entre 2010 e 2014, algo que qualquer nabo sabia desde o começo do martírio.


Os palermas encabeçados pela Merkel e pelo rodinhas que manda nas finanças da Alemanha, mais a sanguessuga de cabelos brancos do FMI, os burocratas engravatados do BCE e da União Europeia, juntamente com o Coelho cantor, o Gasparzinho e a Maria Luís, deviam passar a usar umas orelhas de burro para todo o sempre, já que a justiça terrena nunca os castigará devidamente.


segunda-feira, fevereiro 20, 2017

MEMÓRIA

Soneto

Ao Luís Vaz, recordando o convívio da nossa mocidade.

Não pode Amor por mais que as falas mude
exprimir quanto pesa ou quanto mede.
Se acaso a comoção concede
é tão mesquinho o tom que o desilude.

Busca no rosto a cor que mais o ajude,
magoado parecer os olhos pede,
pois quando a fala a tudo o mais excede
não pode ser Amor com tal virtude.

Também eu das palavras me arredeio,
também sofro do mal sem saber onde
busque a expressão maior do meu anseio.

E acaso perde, o Amor que a fala esconde,
em verdade, em beleza, em doce enleio?

Olha bem os meus olhos, e responde.

António Gedeão

Enquadramento By Palaciano*

domingo, fevereiro 19, 2017

A LUZ

Da luz apenas fogem os escaravelhos, os ladrões e os ignorantes.

Paolo Mantegazza

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

CULTURA, FORMAÇÃO, RECUPERAÇÃO E SEGURANÇA

Um dos grandes motores do turismo nacional é o turismo cultural, onde pontuam os museus, palácios e monumentos, que têm conhecido um enorme aumento de visitantes, quer nacionais quer estrangeiros.

A opinião dos visitantes estrangeiros no que respeita ao nosso Património é bastante favorável, e isso, bem como a melhoria dos números, tem satisfeito o governo e as entidades responsáveis pelos equipamentos culturais.

Quando as coisas parecem correr bem poucos se lembram de discutir as fragilidades do sector, e essas são infelizmente bastantes e bem graves.

Para começar temos o estado de conservação dos equipamentos, e aqui temos muito em que pensar, porque se em alguns o trabalho de restauro e conservação está em curso, em muitos outros tarda e em alguns casos nem sequer estão programadas intervenções desta natureza.

Outra fragilidade prende-se com a falta de formação profissional, que até é obrigatória, sendo que em alguns serviços ela não existe há já diversos anos, especialmente para os trabalhadores que lidam directamente com o público.

Por último, porque não pretendo ser exaustivo, temos os problemas de segurança, que por vezes vão desde a ausência de sinalética, ausência de formação profissional nessa matéria, falta de equipas de intervenção, planos de emergência desactualizados (ou mesmo inexistentes), equipamento desadequado para as emergências, etc.


É absolutamente necessário aumentar a qualidade do serviço que se presta aos visitantes, ter pessoal à altura das exigências devidamente motivado, e garantir a segurança dos visitantes e dos trabalhadores. Será que estou a ser demasiado ambicioso?  


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