sexta-feira, dezembro 09, 2016

IMAGENS DE ILUSTRES VISITANTES

Antes da utilização das máquinas fotográficas o modo de registar os motivos de interesse dos viajantes era através dos desenhos, e felizmente Portugal recebeu visitantes ilustres em séculos passados, que não só divulgaram desenhos do que viram, como escreveram livros de viagens que chegaram aos nossos dias.

Um desenho da entrada da Torre de Belém, datado de 1888.

Este desenho de Albrecht Haupt é um exercício sobre o que o autor pensava estar na cabeça dos arquitectos que conceberam as Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha.

quarta-feira, dezembro 07, 2016

VISITAR PALÁCIOS

Quando visito um palácio, procuro perceber como é que ele foi utilizado e o que faziam os seus proprietários quando o ocupavam. Em geral antes da visita procuro ler um pouco sobre o local, recorrendo à minha modesta biblioteca, e só depois à informação dispersa pela internet, que nem sempre é muito rigorosa.

Muita gente desconhece que a decoração de muitos palácios tem variado com regularidade, e que muitas vezes se trocam todos os móveis e outros adereços, chegando-se mesmo a alterar aquilo que é sugerido como utilidade do espaço.


Não querendo agora discutir se as alterações são ou não benéficas para se entender a vivência numa determinada época da utilização, venho hoje desafiar os leitores a descobrir qual das imagens seguintes é mais antiga, e se algum dos móveis, ou adereços, ainda está exposto nos nossos dias nesta sala do Paço de Sintra.

By Palaciano

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

UNS FOGEM AOS IMPOSTOS, OUTROS NEM PODEM FUGIR...

Enquanto os órgãos de comunicação social se debruçam sobre a possibilidade de Ronaldo e Mourinho terem fintado o fisco, aqui o José faz contas e mais contas, mas o ordenado não estica.

Quem tem muito dinheiro contrata especialistas em fintar legalmente o fisco, já quem tem pouco faz acordos com alguns patrões para declarações de vencimento inferiores à realidade, ganhando ambos com a marosca.

Nesta equação complicada os funcionários públicos serão os únicos que não têm qualquer hipótese de fugir ao fisco, mas quem é que está interessado nisso? Os funcionários públicos são uns privilegiados, diz-se, mas são aqueles que independentemente da sua vontade, não podem fugir à voracidade da máquina fiscal, e a comunicação social sabe-o, mas nunca fala disso...

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sábado, dezembro 03, 2016

ESTADO DÁ MAU EXEMPLO

Uma ida de rotina ao médico de família depois de uma barragem de exames e análises, e eis que surgiram as boas notícias, e afinal estou tão bem quanto as minhas maleitas o permitem 

Em conversa com o médico, desabafei que em mais de 40 anos de serviço apenas tinha ido à medicina no trabalho 3 vezes, nos anos em que estive ao trabalho duma empresa com gestão privada. Esperava que o médico mostrasse a sua incredulidade, mas ele também estava exactamente na mesma situação. 

O Estado sempre tão lesto na elaboração de leis e de regulamentos, não as cumpre, e no caso da medicina no trabalho existem muitos funcionários públicos que nunca foram avaliados para sua própria protecção e para os serviços terem uma ideia sobre a saúde dos seus funcionários. 

Os nossos governantes desconhecem isto? Talvez, mas isso demonstra a falta de interesse dos maiores responsáveis pelos seus funcionários, pelo cumprimento da lei, e pela política de recursos humanos.


quinta-feira, dezembro 01, 2016

POR FALAR EM DITADORES

Existem pessoas a quem é dada uma tribuna para expressarem as suas opiniões, a que evidentemente têm direito, mas que não se ouvem a si próprios, para perceberem a sua falta de coerência, que até tem consequências porque a sua opinião é difundida, em meios de comunicação social ou equiparados, podendo influenciar terceiros.

Estava eu a ouvir um telejornal num dos canais nacionais, e o apresentador referindo-se a Cuba diz “… a morte do ditador…”, e eu fiquei à espera de alguma correcção. Não houve, e o apresentador passou a outras notícias de âmbito internacional. 

Mantive a televisão no mesmo canal e as notícias seguintes foram sobre Angola e Luaty Beirão, sobre a Rússia de Vladimir Putin, e sobre a Síria de  Bashar al-Assad. Em nenhum dos casos se ouviu uma só palavra sobre ditaduras, o que diz muito sobre o jornalista em questão, e sobre a sua “imparcialidade”.


A liberdade de opinião merece o meu maior respeito, mas em informação num canal público espera-se ouvir notícias e não opiniões, a menos que isso seja bastante claro, o que não foi o caso.


terça-feira, novembro 29, 2016

UMA PERGUNTA …

Foi-me enviada uma fotografia do quarto onde D. Manuel II pernoitou imediatamente antes de se dirigir à Ericeira para partir rumo ao exílio, e a pergunta que a acompanhava era: as paredes e até o tecto dum palácio, como o de Mafra, estavam assim cobertas com tecidos, normalmente, ou eram pintadas como as vemos agora?

Começo por esclarecer que o Palácio de Mafra era uma das diversas residências de Verão, e ocasionalmente durante os dias de caçadas recebia o rei e quem o acompanhava. Não sendo uma residência permanente, era natural que quando o rei ali se propunha dirigir, as coisas nem sempre estivessem em óptimas condições, e o recurso à cobertura das paredes com panos ou tapetes era um expediente utilizado.

No século XVI, por exemplo, era habitual verem-se tapeçarias a cobrir paredes, até porque ajudavam a tornar o espaço mais agradável. Não devemos confundir a utilização de sedas cobrindo as paredes, como se vê em alguns palácios (Queluz é um exemplo), porque nesse caso trata-se de um adorno decorativo considerado de muito bom gosto.


Como adorno ou apenas como um expediente de recurso, não era pouco habitual verem-se paredes e tectos cobertos com tecidos ou tapeçarias, especialmente em residências reais temporárias, mas não só.



domingo, novembro 27, 2016

MUSEUS - ENTRADAS GRÁTIS



Uma das alterações ao Orçamento de Estado para 2017, aprovada nestes dias, foi a voltarem a ser gratuitas as entradas nos museus nacionais aos domingos e feriados até às 14 horas, para todos os residentes em Portugal, e foi interessante registar que votaram a favor desta alteração todos os partidos, excepto o PS.

As notícias vindas a público na comunicação social deixam ainda algumas dúvidas, não só porque dizem que esta gratuitidade existiu até 2011, mas também porque acrescentam que são para “todos os cidadãos que residam em território nacional”.

Convém esclarecer que até 2011 vigoravam as entradas gratuitas “para todos”, sem excepção, até às 14 horas, aos domingos e feriados. É também de registar que a alteração feita a partir de 2011 se verificou com um executivo do PSD, em que na pasta da Cultura estava Francisco José Viegas.

Para que conste, é difícil determinar quem tem residência em território nacional, mas para os senhores deputados isso não passa de um mero detalhe, que vai originar algumas reclamações e uma trocas de palavras desagradáveis e desnecessárias nas bilheteiras dos museus.


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