quarta-feira, junho 28, 2017

ENTRADAS GRÁTIS NOS MUSEUS AOS DOMINGOS E FERIADOS



Já li diversas notícias sobre as entradas grátis nos museus, palácios e monumentos, aos domingos e feriados, mas infelizmente a informação não está completa, pelo menos nos artigos a que tive acesso, e isso pode vir a causar muita confusão nas bilheteiras daqueles serviços.

Devo começar por dizer que esta medida só abrange os serviços na dependência da Direcção-Geral do Património Cultural, que se aplica apenas a todos os cidadãos residentes em território nacional, e vigora apenas até às 14 horas.

Como sempre quem pensa e legisla não está, nem pede a opinião a quem está no terreno, e conhece bem os diversos tipos de público que visitam estes equipamentos culturais.

A partir já do próximo domingo, as referidas gratuitidades só serão dadas a quem apresente um documento comprovativo que ateste a residência permanente, ainda que não se especifique quais os documentos considerados como adequados.

Chegados aqui, temos as “zonas cinzentas” da Lei e do próprio Despacho de Esclarecimento, porque é óbvio que o Cartão do Cidadão não me parece prova da residência permanente em território nacional, pois temos os emigrantes, embora estes até possam ter facturas de água ou electricidade (que podiam ser outra hipótese). O mesmo se passa com os cidadãos estrangeiros, pois como se sabe alguns residem parte do ano em Portugal e alguns meses nos seus países de origem. Quais são os documentos que provam a residência em território nacional? Quem defende os operadores das bilheteiras?

É tudo muito bonito, mas quando as coisas correm mal, a culpa é sempre de quem dá a cara, e nunca os responsáveis que criam o problema.



terça-feira, junho 27, 2017

MAIS SOBRE A CULTURA POBRE



Estive a contar os dias dados para o inquérito aos estragos no Convento de Cristo durante o aluguer de espaços para a rodagem de um filme, e parece que o prazo acabou esta 2ª feira, por isso fico, e devem ficar muitos mais, à espera dos resultados que devem ser tornados públicos muito em breve.

Sobre o caso do Mosteiro dos Jerónimos, também relativo a cedências de espaços, e a actividades de empresa privada dentro do próprio monumento, parece que não vamos ter mais notícias, pois o silêncio sobre a notícia do DN foi ensurdecedor.

Vir agora dizer-se que o aluguer de espaços contam pouco (2%), vem dar razão aos que exigem maior selectividade na aceitação dessas actividades, e maior dotação orçamental para o Património, acompanhada de mais responsabilização no cumprimento de objectivos estabelecidos para os responsáveis.

Depois da entrega de monumentos que eram o sustentáculo em receitas próprias do ministério, e refiro-me aos monumentos de Sintra, que como se vê, quando bem geridos são máquinas de fazer dinheiro, restam apenas os Jerónimos e a Torre de Belém, como sustentáculo sólido para gerar receitas próprias superiores aos gastos tidos nesses equipamentos, já que todos os outros são deficitários, uns mais do que outros.

É preciso acabar de vez com a DGPC, um clone do antigo IPPC (que todos apelidaram de monstro), só que com menos percentagem de receitas próprias relativamente aos encargos a suportar.

Já se falhou no eixo Belém/Ajuda, perdendo-se tempo à espera da Câmara de Lisboa, da ATL e da EGEAC, o que só deverá acontecer quando avançarem as obras do Palácio da Ajuda, os Mosteiros de Alcobaça, Batalha e o Convento de Cristo, em conjunto, com as rendas dos espaços cedidos a privados, tinham viabilidade garantida, mas também não há vontade, e o Convento de Mafra, livre dos inquilinos actuais, e com uma unidade hoteleira na actual parte militar, a pagar a sua renda, também teria viabilidade e sustentação para vingar, quem sabe se até com a Tapada às costas.

Não existem falta de ideias, existe é uma vontade de sabotar tudo para se manter este monstro completamente paralisado e ruinoso. Todos conhecem as soluções, que até foram testadas em Sintra, mas a máquina lutará até ao fim para não ter que sair da letargia…

Pobre Cultura!

Leituras recomendadas AQUI e AQUI



quinta-feira, junho 22, 2017

PUBLICIDADE DE SINTRA

Estes cartazes não são recentes, como é fácil de perceber, até porque se fossem actuais talvez a imagem em maior relevo não fosse a do Palácio da Vila...

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terça-feira, junho 20, 2017

SEGURANÇA

Quanto à sensação de segurança perante os homens, o poder e o domínio são bens dados pela natureza, a partir dos quais podemos proporcionar-nos segurança.

Epicuro


domingo, junho 18, 2017

LUTO

O dia é de luto e tudo o que tenho para dizer neste momento é certamente mesquinho em comparação com a dor que muitas famílias sentem agora.


sexta-feira, junho 16, 2017

O NOVO MUSEU DOS COCHES (RENOVADO)

Fui um crítico deste novo museu, e embora ainda não esteja rendido a este espaço que continua a demonstrar algumas fragilidades em aspectos de segurança, especialmente no que respeita a pessoas com mobilidade reduzida, tenho que reconhecer que existem alguns progressos.

Falando de progressos registe-se que existe mais informação, não só nos monitores (poucos), mas também nas próprias barreiras divisórias e na aplicação disponível, que contudo não correu com recurso ao Wi-Fi.

Registe-se que vi, por duas vezes em meia hora, funcionários a chamar à atenção a visitantes de que as barreiras não eram para ultrapassar. 

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