sexta-feira, agosto 18, 2017

SUPREMACIA MORAL



Está cada vez mais na moda ouvir uns iluminados que resolvem demonizar o que os portugueses fizeram desde o tempo das descobertas até ao 25 de Abril, como se devêssemos estar envergonhados com a nossa História, e não raras vezes socorrem-se dos piores argumentos, a raça ou a cor.

Os portugueses são, todos o sabem, o resultado de um vasto cocktail de raças, umas que por cá se instalaram, outras que ciclicamente nos invadiram e dominaram, e outras com quem voluntariamente nos fomos mesclando após a época das descobertas. Como se percebe são muitos séculos de História e de miscigenação.

Os contactos com outros povos nem sempre foram do tipo que hoje consideramos moralmente correctos, mas à luz dos tempos foram idênticos e proporcionais aos que se praticavam pelas paragens por onde andámos, pelo que não os podemos julgar pelos padrões morais, ou religiosos dos nossos dias.

Uma frase do tipo, “Portugal não é branco, nem em primeiro lugar dos brancos”, explica bem o que mais detesto nesta gente que se exibe como supremacista moral. Será que algum deles se imaginou, por um segundo que fosse, nos sapatos de quem criticam, na mesma época e nas mesmas condições?



quarta-feira, agosto 16, 2017

segunda-feira, agosto 14, 2017

BATALHA DE ALJUBARROTA - IMAGENS

No dia em que passa mais um aniversário da Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), aqui ficam umas imagens de que alguns terão memória, começando pela caderneta de cromos da História de Portugal da autoria de Carlos Alberto Santos.

A última imagem é de outro autor que também ilustrou o episódio da mítica padeira de Aljubarrota, num outro livro de História de Portugal.

Imagem de José Perez Montero

sábado, agosto 12, 2017

A PRAGA DAS SELFIES NOS MUSEUS E MONUMENTOS

Se há algo que me aborrece verdadeiramente é estar num museu ou num monumento, a apreciar o que me é proporcionado pela vista que escolhi, e estar constantemente a ser solicitado para me afastar porque o menino ou a menina quer tirar uma selfie, ou uma fotografia dos pais ou dos filhos, que logo de seguida será colocado no Facebook.

As fotografias que muitos tiram em abundância, quer pela má qualidade, quer pela voracidade do tempo, terão uma existência efémera e em breve serão substituídas por outras tiradas na praia ou num restaurante, ou bar muito badalado.

Dispensava-se o trabalho em fazer pose, o incómodo causado aos outros visitantes, porque quem perde tempo com essas coisas não aprecia rigorosamente nada o que está à sua volta. 
 
Não desesperem os amantes das selfies porque também há quem pense neles e faça projectos para os entreter e conseguir deles tirar alguma criatividade. 
Leiam ISTO e ISTO

quinta-feira, agosto 10, 2017

TAREFA IMPOSSÍVEL



Uns tipos, mais do que optimistas e com conhecimentos na área da informática, decidiram lançar-se na de cabeça na tarefa de produzir software para detectar mentiras de políticos, no Reino Unido.

Não percebo nada de programação, inteligência artificial ou algoritmos, mas não confiaria em bases de dados e tendências para detectar as mentiras dos políticos, porque conhecendo a criatividade dos mesmos, duvido que qualquer tentativa de o fazer com recurso à lógica, só pode estar condenada ao fracasso.

Já não me recordo do nome do político que afirmou taxativamente que sem o recurso a mentiras não se ganham eleições…

Política e mentiras estão (infelizmente) demasiado interligadas.


Imagem encontrada na net

terça-feira, agosto 08, 2017

DESTESTO O MÊS DE AGOSTO

Morar em Sintra no Verão, é difícil e tem mais inconvenientes do que vantagens. O trânsito é caótico, os lugares de estacionamento não existem e ter que ir ao banco, ao oculista ou ao supermercado é uma tortura.

Já sei que para alguns sou um turismofóbico (neologismo muito em voga), mas eu acho que não são os turistas os culpados dos meus incómodos.

O problema do trânsito é da Câmara de Sintra e da falta de parques de estacionamento na entrada da Vila, e na falta de transportes públicos fazendo a ligação entre os parques e o Centro Histórico, evitando assim a invasão de automóveis e de autocarros. Os parques pagos com direito ao transporte grátis durante o dia, podiam resolver boa parte do problema, mantendo os lugares de estacionamento para moradores, fornecedores e estacionamentos de muito curta duração.

Infelizmente existem outros problemas, que começam na especulação dos preços na época alta, que atinge não só os cafés e restaurantes, mas também os supermercados. Juntando à invasão de visitantes também há a venda agressiva de passeios de tuk-tuk, ou do aluguer de carrinhos eléctricos, que é uma praga para quem desembarca do comboio.

Por último, e não menos enjoativo, a praga dos emigrantes que nos brindam com o seu franciú miserável, que se comportam como se tivessem o rei na barriga, e todos lhes devêssemos pelo ar que se respira.

Só desejo que o mês de Agosto passe depressa…