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sexta-feira, outubro 25, 2013

A QUESTÃO QUE SE COLOCA…



Visionar as reuniões plenárias do Parlamento é uma grande seca mas por vezes dá para se encontrar verdadeiras pérolas da (má) política nacional, como me aconteceu ao visionar um vídeo da reunião de 23 de Outubro.

O extracto que vi estava no Jornal de Negócios online e o orador era o dirigente parlamentar do PSD, que estava a dizer que não no PSD não têm nada contra os funcionários públicos e que os sacrifícios acrescidos a estes exigidos, deviam-se ao facto de o sector privado já se ter ajustado e o público ainda o não ter feito.

Claro que o senhor Montenegro sabe, como todos nós, que as despesas com os funcionários públicos diminuíram muito desde 2009, e que se as despesas do Estado vão aumentando é por outras razões que nada têm que ver com os ditos funcionários, ou sequer com os funcionários que já atingiram a aposentação. O aumento do desemprego, a dívida pública e os seus encargos e a falta de provisões para o pagamento das reformas que ficaram a cargo do Estado depois do encaixe dos diversos fundos de pensões são esquecidos neste tipo de discurso.

A pérola do discurso deste dirigente do PSD é quando relembra que “no último ano mais de 400 mil portugueses perderam o emprego”, e diz que “a questão que se coloca, deve ser directa, quantos deste 400 mil portugueses eram funcionários públicos?”. A intervenção continua falando de justiça e equidade social.

A questão que pois se nos coloca é se este senhor, e o seu partido, acham que como já existem muitos desempregados no sector privado se devem equilibrar as coisas mandando mais gente para o desemprego, agora do sector público, ou se pelo contrário não devia estar já a pedir desculpas pelo estado a que nos levaram as políticas seguidas pelo governo que apoiam?


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Caricatura
Psy by Baptistão

quarta-feira, julho 31, 2013

LER OS SINAIS



Costuma dizer-se que há diversas formas de olhar para os mesmos sinais, e que o que parece um copo meio vazio para uns, pode ser um copo meio cheio para outros.

Simplificando as coisas teríamos os optimistas e os pessimistas, quando estamos perante leituras opostas dos mesmos sinais. Na vida poucas coisas são assim tão simples, principalmente quando temos pessoas envolvidas nesses dados.

Quando se diz que o PIB nacional encolheu dá-se como garantido que os portugueses estão mais pobres, mas será isso verdade? Não forçosamente, porque nem todos empobreceram por igual, e há mesmo quem não tenha empobrecido.

A realidade portuguesa é que os mais pobres estão mais pobres e os mais ricos estão ainda mais ricos. As desigualdades aumentaram e o fosso entre as duas realidades aprofundou-se.

À luz dos números conhecidos e disponibilizados pelo Inquérito ao Rendimento e às Condições de Vida, em 2011, temos demonstrado à evidência o falhanço das medidas tomadas pelos governantes, e o aumento das injustiças na distribuição da riqueza gerada em Portugal.


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Humor: Sinais de Fumo