domingo, setembro 06, 2015
sábado, agosto 22, 2009
O IMPENITENTE
Há pessoas que teimam em persistir nos seus erros, como se nada tivesse realmente importância senão a sua soberba e vaidade.
Não conheço pessoalmente Manuel Pinho, mas a imagem que ele conseguiu passar de si próprio encaixa perfeitamente na figura de impenitente. Segundo um dos meus amigos, com quem falei sobre o assunto hoje, Pinho pode também ser muito simplesmente um grande azarento.
Enquanto andou pelo governo não se pode dizer que tenha acertado muito o passo com as palavras, pelo contrário, e quase sempre que dissertava sobre algum assunto dava origem a um rol de anedotas que divertiam o pessoal. Culminou a sua actuação num gesto mais do que infeliz que originou a sua demissão.
No gozo das suas férias, merecidas na sua opinião, não se eximiu de dar entrevistas apesar de afirmar não ver televisão nem prestar grande atenção às notícias. Algo surpreendentes foram as suas palavras quando afirmou ao DN que não se arrependia de nada e que havia quem pretendesse o seu autógrafo.
Mais uma vez o tiro (a entrevista) acaba por sair-lhe mal. A praia escolhida para as férias e para algumas fotos foi a praia Maria Luisa, que no dia da saída da reportagem foi notícia por uma tragédia. O Allgarve que Manuel Pinho decidiu promover com esta sigla foi notícia além fronteira por motivos que em nada contribuem para a promoção turística, pelo menos nas notícias que pude ler.
Um verdadeiro contributo para que a imagem de Portugal não saia prejudicada além fronteiras seria o silêncio do senhor Pinho, que por inépcia ou muito azar tem feito muito mal à imagem deste país de que ele diz gostar.

