O desemprego começa a estabilizar na zona euro, o que significa que está já a diminuir, mas o mesmo ainda não acontece em Portugal, onde o desemprego aumenta assim como o número daqueles que abandonam o país em busca de uma oportunidade de trabalho.
A recuperação económica de que fala o governo não é visível e a prova está na taxa de desemprego, na perda de poder de compra a nível interno e no aumento da dívida externa.
Portugal está a ficar cada vez mais pobre, não apenas devido à sua má situação económica e financeira, mas sobretudo pela fuga cada vez mais substancial da sua mão-de-obra experiente e de juventude inexperiente mas habilitada.
Os mais novos não têm essa memória, mas os portugueses da minha idade recordam-se bem do êxodo dos anos 60 e, vendo o que se passa hoje, vemos claras diferenças sobretudo na qualidade da mão-de-obra que estamos a perder. Há uma outra particularidade a atender, é que agora a emigração é cada vez mais definitiva, e as remessas de dinheiro que sustentaram algum desenvolvimento no passado não se vão verificar agora.

