segunda-feira, abril 26, 2010

O DESAGRADO E A GREVE

O direito à greve está consagrado na Constituição, e é uma forma de demonstrar o desagrado e a discordância com situações que são consideradas más para os trabalhadores.

A greve é na sua essência uma desobediência civil enquadrada por um regime legal que lhe dá cobertura. Os funcionários em greve na prática recusam-se a obedecer às ordens dos respectivos empregadores durante o período de vigência constante no pré-aviso de greve.

Há sempre inconvenientes para terceiros durante uma greve, mas isso é inevitável pois o funcionamento dos serviços não pode ser normal com parte, ou mesmo a totalidade dos funcionários em greve.

Há quem não acredite na eficácia das greves e argumente apenas com os inconvenientes, mas a esses nunca ouvi nenhuma alternativa que possa fazer vingar as reivindicações justas dos trabalhadores. Se as há venham daí sugestões praticáveis, ou então para sempre se calem sobre este assunto.

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Foto - Florida


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Humor Russo

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3 comentários:

escarlate.due disse...

mas esses mesmos fazem greve quando toca ao sector deles e aí já acham que é um direito, ou pior ainda, reclamam, reclamam, reclamam na mesa do café e é assim sentadinhos que ficam à espera que os outros façam a greve que reividique os seus próprios direitos... aaahhh abençoados umbigos

São disse...

Eu sempre fiz greve quando me pareceu justo o motivo.

Sempre me irritou quem critica quem faz greve e depois acaba por beneficar dos resultados dessa mesma luta.

Boa semana.

Marreta disse...

Quem critica o direito à greve, ou nunca necessitou de a fazer para fazer cumprir e garantir aspirações legítimas, ou então pertence ao outro lado da barricada, aquele de onde vem sempre o mesmo argumento de que o tempo é mau para fazer greves.
Na prática, quer se queira, quer não, existem duas classes, os exploradores e os explorados. Os primeiros nada precisam fazer a mais do que o que costumam fazer normalmente para garantirem a sua riqueza. Os segundos, tudo têm que fazer para garantirem os seus direitos e atenuarem a exploração de que são vítimas.

Saudações do Marreta.