domingo, dezembro 20, 2015

VIRAR UNS CONTRA OS OUTROS



Umas das coisas que aprendi ainda muito novo, talvez porque praticava desportos de equipa, é que em conjunto valemos mais do que a soma dos valores individuais. Isso ajudou-me sempre a encontrar os pontos de equilíbrio, quando chefiei equipas, conseguindo saber motivar cada um para que em conjunto se pudessem atingir os objectivos que nos eram propostos.

A política em Portugal tem sido entendida por muitos, como a arte da intriga e que para dominar é necessário dividir o povo. Certos partidos de direita, a imprensa com eles alinhada, e uns quantos comentadores do sistema, têm promovido à exaustão a divisão dos portugueses, tentando virar os trabalhadores do privado contra os funcionários públicos, os novos contra os velhos, ou a direita contra a esquerda, e o objectivo único destas campanhas é apenas conseguir ou manter o poder.

Nem vou comentar as enormidades que alguns deputados disseram, como por exemplo que o PS é o partido dos funcionários públicos, que nem faz sentido. Claro que também ouvi dizer que o que o PCP queria era apenas que os transportes voltassem à esfera pública.

Os exemplos são mais do que muitos, e a imprensa também ajuda, com títulos como: esquerda aprova redução da sobretaxa e aumentos da Função Pública.

Podemos dizer “dividir para reinar”, “divide et impera” ou “divide ut regnes”, não importa o idioma, que não deixa de ser tolo dizer que se quer construir um país melhor e continuar a ter isto como lema.



sexta-feira, dezembro 18, 2015

AS DESIGUALDADES



Portugal é um dos países europeus onde as desigualdades são mais gritantes, o que em nada nos beneficia em questões de competitividade, ao contrário do que alguns nos querem fazer crer.

Nesta altura é quase considerado louco quem fale de aumentos salariais, ou de pensões, porque nos dizem que a economia não aguenta, que medidas dessas causariam mais desemprego, etc.


Uma das coisas que me levam a discordar dos diversos executivos, mesmo dos de esquerda, tem sido o modo utilizado para proceder a aumentos, mesmo daqueles que realmente não o são, limitando-se a tentar compensar o que se perde com a inflação.


Sempre fui contra os aumentos percentuais, devido às enormes desigualdades já existentes, pois resultam sempre em mais desigualdade, porque recebe mais quem já recebia mais, como é evidente.


A inflação não atinge mais quem mais ganha, mas cria mais problemas a quem menos ganha, creio que é claro para todos. Quando a intenção é compensar o que se perde com a austeridade, faz todo o sentido que o montante a atribuir deve ser igual para todos, independentemente do que possam auferir, e só quando se pretende recompensar o desempenho é que faz sentido haver aumentos diferenciados, e aí é que se pode admitir as percentagens.


Idade by Palaciano

quarta-feira, dezembro 16, 2015

FOTOS

Passeio por Belém às primeiras horas do dia de ontem . fotos de telemóvel.

Palaciano

segunda-feira, dezembro 14, 2015

MARCELO, O AFILHADO



Do alto dos meus muitos aninhos, permito-me recordar o Botas, o tal que caiu da cadeira, e o seu sucessor, de seu nome Marcelo Caetano. O facto de ter nascido e atingido a maior idade em Moçambique, na altura uma província ultramarina portuguesa, fez que também tivesse acompanhado parte da carreira do pai de Marcelo Rebelo de Sousa, de seu nome Baltasar Rebelo de Sousa.

Se o passado do candidato à Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está ligado a um passado bem negro da vida portuguesa, e se mesmo os laços de parentesco e de amizades, são uma referência pouco abonatória, há que reconhecer que o candidato é um homem inteligente e de raciocínio rápido.

Há um pecado em que já caíram muitos indivíduos inteligentes, que é a vaidade, e Marcelo apesar de toda a sua reconhecida inteligência e experiência, acabou por tropeçar na sua própria vaidade.

As declarações como “daqui a semanas sou Presidente da República” a várias semanas das eleições, não demonstram modéstia nenhuma. É certo que o jornais lhe plantam o nome na 1ª página, as rádios o apaparicam e as televisões o tratam com demasiada deferência, o que não admira sabendo-se quem são os “donos” da nossa imprensa, mas como se costuma dizer, até ao lavar dos cestos é vindima.

Marcelo é o candidato que o grande patronato deseja, que o grande capital apoia, que o PSD e o CDS desejam e que a imprensa publicita, mas a última palavra será sempre dos eleitores, que ainda se recordam da acção de Cavaco Silva, que levou ao colo o governo de Passos Coelho, e certamente não vão querer repetir a dose, ainda que mais açucarada e palavrosa.


Vanitas vanitatum omnia vanitas

sábado, dezembro 12, 2015

A PATACOADA DO LULA DA SILVA

Uma das regras da boa educação, em política, é a não ingerência na política interna de outros países, e isso é coisa que Lula da Silva não aprendeu, e que também não vem incluída nos doutoramentos "honoris causa" com que foi "agraciado".

Não vale a pena dizer que de História o senhor é um perfeito ignorante, mas talvez seja útil recordar que não é desprezo nenhum ele ter origens modestas, desde que aprenda algo com o adágio popular: " não vá o sapateiro além da chinela". 


quinta-feira, dezembro 10, 2015

COMEDIANTES

Existem pessoas que nasceram para a comédia, ainda que nunca tenham descoberto a sua aptidão. Sentindo-se um pouco desajustados relativamente aos seus semelhantes, insistem em actividades para as quais não foram talhados, e invariavelmente produzem boas quantidades de disparates, que servem para nos divertir, mesmo quando tentam falar de coisas sérias.

Não me refiro ao Donald Trump, como devem estar a pensar, mas sim a um economista e comentador da nossa praça, que bate aos pontos o milionário pateta dos states.


terça-feira, dezembro 08, 2015

CANDIDATOS NEUTROS



Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato à cadeira de Belém irrita-me por tentar passar a imagem de candidato independente e apartidário, porque não o é, nem deseja sê-lo, apesar de toda a sua “música”.

Não existem candidatos sem ligações a partidos, seja apenas a simpatia, seja a militância, e não vejo grandes problemas nisso, até porque dizem muito sobre o candidato, e quando nos tentam fazer crer que isso não influenciará as suas acções no mais alto cargo da nação, aí eu deixo de acreditar em tudo o que provém da boca desses candidatos.



domingo, dezembro 06, 2015

POLITIQUICES E POLITIQUEIROS



A direita que foi apeada do poder caiu em cima do governo apoiado pelos partidos de esquerda, acenando sobretudo com o desacordo de alguns desses partidos políticos com as exigências da União Europeia, e com as posições assumidas pela NATO.

Não havia nada de novo para se acenar com essas posições dos partidos à esquerda do PS, porque é legítimo existirem divergências nestas matérias, até porque não são esperadas rupturas nesse particular, com as instituições estrangeiras, como se percebe pelo programa apresentado pelo PS.

A curiosidade por estes dias vem dos lados do CDS, que se prepara para celebrar no próximo ano os 40 anos da rejeição da Constituição Portuguesa, facto que nunca foi atirado para cima da mesa, quando se discutia a legitimidade para constituir governo da coligação minoritária da PàF, que afinal incluía um partido que até rejeitou a Constituição.


Folhas by Palaciano