sábado, janeiro 17, 2015

SAÚDE – SITUAÇÕES VERGONHOSAS



O tempo de espera para atendimento nas urgências hospitalares nos últimos dias tem sido simplesmente vergonhoso, porque todos sabemos que o tempo é um factor importante nestas situações.

Declarações duma administração hospitalar, onde a espera foi exagerada, dizendo que esta não foi a causa duma morte, podem até ser rigorosas, mas não creio que isso alivie a dor dos familiares do doente que acabou por falecer depois de tanta espera.

As razões destas esperas exageradas são conhecidas, e não se esgotam no período gripal que atravessamos, porque é pública a falta de recursos humanos nos hospitais públicos, a que a contenção de despesas e cortes nos orçamentos não são alheios.

Não se conhece nenhuma animosidade contra os médicos ou restante pessoal dos hospitais, mas todos querem saber quem são os responsáveis pela falta de capacidade de resposta do sistema de saúde, e aqui chegamos com facilidade aos altos responsáveis que são, o ministro da pasta e o chefe do executivo.

Será que a sucessão de casos de falta de atendimento atempado nos hospitais públicos não merecem a atenção do ministério público?



quinta-feira, janeiro 15, 2015

HIPOCRISIA INTERNACIONAL



Depois das mortes em França, feitas por extremistas islâmicos, surgiu a reacção dum país e dos cidadãos, contra o acto bárbaro, que muitos políticos de todo mundo quiseram aproveitar, não sei quantos com sinceridade, mas muitos com evidente oportunismo e muita hipocrisia.

Alguns que estavam até na 1ª fila, e não só, chefiam regimes totalitários, intolerantes e até envolvidos em repressão. A vergonha não os assaltou na farsa que protagonizaram.

Na realidade estão a acontecer coisas tão condenáveis como as mortes em França, em países como a Nigéria, Turquia ou Arábia Saudita, para mencionar apenas alguns dos casos mais badalados.

Na Turquia cartoons sobre Erdogan são proibidos, na Nigéria um grupo terrorista mata centenas de pessoas, e na Arábia Saudita chicoteia-se e condena-se um homem porque expressou as suas convicções.

Onde está a condenação internacional destes actos de intolerância e de liberdade de pensamento e expressão? Tão empenhados que eles estavam para desfilar uns metros em Paris, mas agora ignoram a realidade noutros, e porventura nos seus próprios países…



terça-feira, janeiro 13, 2015

PATRIMÓNIO CULTURAL O MAL AMADO

Já nem surpreende ninguém ouvir-se da boca do secretário de Estado da Cultura que o governo está disposto a entregar museus às autarquias, e que mesmo a gestão dos museus nacionais pode ser alvo de discussão.

Depois de anunciados os montantes a "distribuir" por outros sectores e produtores culturais, o SEC pretende desfazer-se da chatice de gerir museus, preferindo ficar apenas com a função simpática de distribuir uns dinheiros por quem aceitar ficar com a gestão dos museus.


domingo, janeiro 11, 2015

CINEMA SATÍRICO

Os irmãos Marx foram dos actores mais populares na mudança do cinema mudo para o cinema falado, e viram o seu trabalho reconhecido em Horse Feathers (1932), no qual satirizam o sistema universitário americano, conseguindo uma capa da revista Time.

Eu gostei mais do filme Duck Soup, do qual vos deixo uma cena hilariante, que não terá sido muito bem acolhido à época, pois a sátira da guerra e da ditadura não era bem aceite.

sábado, janeiro 10, 2015

HIPOCRISIA DA ECONOMIA À POLÍTICA



A política europeia tem-se pautado pelas exigências da economia, que como se sabe tem defendido o capital e tem imposto austeridade aos povos enquanto a riqueza se vai concentrando em quem já a possuía.

Os cidadãos têm votado na crença de que os seus escolhidos, mas na realidade os governantes têm-se submetido à ditadura dos interesses económicos, defraudando as esperanças dos que neles votaram.

A Grécia anda uns passos à nossa frente nesta crise económica, e a sua experiência ajuda-nos a antecipar o que nos espera, o que devia preparar os nossos governantes para os próximos tempos, caso não existisse uma dose enorme de hipocrisia na política e uma submissão absoluta aos interesses da alta finança.

Repare-se por exemplo no que dizem os analistas económicos e os políticos europeus sobre os riscos da vitória do Syrisa nas eleições na Grécia, e as promessas recentes do 1º ministro grego Antonis Samaras, que agora promete baixar os impostos, aumentar salários e também as pensões.

Infelizmente a mensagem que se tira disto tudo é que a palavra dos políticos tem muito pouco valor, e que nos faltam os instrumentos para afastar de imediato quem engana os eleitores e depois se diz legitimado para governar, mesmo fazendo o contrário daquilo com que se comprometeu.



quinta-feira, janeiro 08, 2015

ELVIS 80º ANIVERSÁRIO

Se estivesse vivo, Elvis Aaron Presley, faria hoje 80 anos. Durante a minha juventude foram muitas as músicas dele que ouvi, trauteei e dancei, como a maior parte do pessoal da minha idade. Não foi o meu ídolo, porque nunca os tive, mas faz parte da minha vida e de muitos bons momentos que vivi.

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quarta-feira, janeiro 07, 2015

PORTAS QUANDO NÃO ESTAVA NO PODER

Que Passos Coelho disse uma coisa antes de ser eleito e fez o seu contrário depois de eleito, todos se lembram, porque tudo aconteceu num curto espaço de tempo, mas temos outros políticos que jogam com esquecimento dos eleitores, pois o povo costuma ter a memória curta.

Paulo Portas é talvez um dos políticos da velha guarda que mais tem jogado com o esquecimento, e que tem sabido gerir os seus silêncios e as suas palavras, mas felizmente há registos que não mentem, e que convém recordar aos mais desmemoriados.

Aqui ficam quase 9 minutos duma entrevista de Herma josé a paulo Portas no programa Parabéns da RTP, onde ele diz que não quer ser político, que Cavaco era mau governante, que a sua política seguidista em relação à Europa, era culpada pelo aumento do desemprego, que a falta de investimento matava a economia, que deixou de ter preocupações sociaias, que era insensível e incapaz de inflectir as políticas económicas, etc...

Ouçam que vale a pena, e poderão aquilatar sobre a qualidade dos políticos que temos, infelizmente porque há quem neles vote.

segunda-feira, janeiro 05, 2015

A DOENÇA DA SAÚDE



No dia seguinte ao Natal passado escrevi um post com o título “a saúde está muito doente” onde referi esperas por atendimento nos hospitais de cerca de 24 horas, depois disso surgiram casos de espera igualmente estranhos noutros hospitais, e até pelo menos dois casos de pessoas que morreram nas urgências sem sequer terem sido atendidas.

Uma situação destas, que revela carências de pessoal médico e não só, numa altura em que emigram profissionais de saúde todos os dias, atingindo números nunca vistos, tem que ter explicações lógicas e certamente culpados.

Pelo que se soube pela comunicação social a dificuldade em contratar médicos para o final do ano prendia-se com os baixos valores hora oferecidos pelas empresas de prestação de serviços, o que revela a evidência de falta de pessoal efectivo nas unidades de saúde, e com os valores baixos oferecidos aos prestadores de serviços.

Sendo sobretudo um problema de recursos humanos e de salários, então é evidente que temos um Ministério da Saúde que não funciona como deve ser, e que estamos portanto com um problema essencialmente político.

Quando estamos perante uma doença o seu diagnóstico é uma necessidade, e neste caso a doença é da política seguida neste sector, que não pode ser gerido como uma qualquer mercearia, onde os stocks podem ser reduzidos ao mínimo, porque a saúde não é um negócio, porque aqui o que está em causa não são pacotes de bolachas ou latas de atum, mas sim vidas de portugueses, que deviam estar acima de tudo o resto.  



sábado, janeiro 03, 2015

A COR

Se as melhores cores são feitas de tintas misturadas, porque que é que as pessoas escolhem tanto?


quinta-feira, janeiro 01, 2015

ESTATÍSTICAS ERRADAS



Existem números que são referidos pelas autoridades nacionais e internacionais que são perfeitamente enganosos, e curiosamente são sobre esses números que essas mesmas instituições constroem a sua teoria da “austeridade virtuosa”.


Um dos “méritos” mais referidos pelo governo é a taxa de risco de pobreza em Portugal que, dizem, até desceu. Acredita quem quer nos arautos das “verdades oficiais”.


“Descascando” o modo como é calculado o risco de pobreza dum país, que é considerado apenas quando se ganha menos de 70% do rendimento médio do país, qualquer leigo se pergunta porque é que não se entra em conta com o custo de vida e com o rendimento médio do país, comparativamente aos seus parceiros, neste caso europeus.


Só por curiosidade deixo alguns números elucidativos da falta de rigor deste cálculo, como por exemplo o facto de Portugal ter em 2013 um PIB per capita de 15,8 mil euros, a Espanha de 25,7 mil euros e o Luxemburgo de 83,4 mil euros. É curioso também saber que o custo de vida em Portugal e em Espanha ser quase idêntico, ainda que ligeiramente superior por cá, e o risco de pobreza em Espanha atinge 28,2% e em Portugal temos só 25,3% de pessoas em risco de pobreza.


«Cada vez gosto mais» das “cabecinhas pensadoras” desta Europa dos ricos que nos subjuga.  


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