domingo, dezembro 14, 2014

“O TESOURO DA ECONOMIA PORTUGUESA”



Paulo Portas veio dizer o óbvio, que o Turismo é o grande impulsionador da economia nacional, numa altura de crise económica, pois ao contrário do que seria de esperar, mostra um crescimento muito acima do verificado nos outros sectores.


Espera-se que em 2014 Portugal vá ultrapassar os 15 milhões de turistas, o que significa um crescimento em número e em rentabilidade das empresas na casa dos dois dígitos, o que é simplesmente notável.


Há dois aspectos ligados ao turismo onde o Estado não se tem empenhado como devia, que são: o Turismo Cultural e a nossa companhia aérea de bandeira.


No Turismo Cultural é notório o desinvestimento na Cultura em geral e em particular no Património Cultural, onde as verbas investidas foram curtas e insuficientes para uma verdadeira política de revitalização do Património edificado.


O caso da TAP é também um mau exemplo da acção do Estado, pois a teimosia na sua privatização pode ter resultados desastrosos para a captação de turistas, especialmente dos mercados que estão agora em crescimento, pois a sua venda a estrangeiros pode ser um factor de desvio de rotas, sem preocupações com a economia nacional no seu conjunto.


O tal tesouro de que fala Portas existe, apesar da falta de estratégia do governo a que pertence, e esperemos que o não consigam destruir...

Leitura de interesse AQUI



sexta-feira, dezembro 12, 2014

DA AMEAÇA À CHANTAGEM



Passos Coelho enquanto político é simplesmente detestável, pela sua arrogância quando trata dos assuntos, apresentando sempre as suas ideias como as únicas e indiscutíveis.

A privatização da TAP é mais um caso em que o 1º ministro se julga o dono da razão, ainda que se tenha escudado em primeiro lugar numa premissa errada, dizendo que o Estado não podia injectar capital na companhia, o que não é rigorosamente verdade, e esquecendo-se de reconhecer o peso da TAP na captação de recursos para o turismo nacional e do serviço público que a empresa presta aos nossos emigrantes um pouco por todo o mundo.

Não é sério nem aceitável que Passos Coelho sequer sugira que a alternativa à privatização é o despedimento colectivo ou o fim da empresa, porque em Democracia há sempre alternativas, e essa é mesmo a essência da Democracia.



quarta-feira, dezembro 10, 2014

MAIS UMA COMÉDIA PORTUGUESA

Com o circo montado em torno da família Espírito Santo e com estes a sacudir a água dos respectivos capotes, usando a linguagem que os advogados lhes indicaram, ao cidadão apenas resta aguardar que a factura não seja demasiado elevada...


segunda-feira, dezembro 08, 2014

LEMBRANDO TOM JOBIM

Vinte anos de saudade dum artista que sempre gostei de ouvir e que aproveito para recordar hoje, quando passam 20 anos sobre o dia da sua partida.
Na barra da direita está também um álbum completo dum dueto com o Tom Jobim e a também inesquecível Elis Regina.

sábado, dezembro 06, 2014

PASSOS E O MEXILHÃO



Por vezes os políticos tiram do bolso ditados populares, como aconteceu agora co Passos Coelho, o que não quer dizer que acertem, e que o resultado seja o desejado.

Quando Passos Coelho disse que apesar da crise “quem se lixou não foi o mexilhão”, talvez não tenha sequer pensado nas reacções negativas que gerou.
 
O mexilhão é um molusco bivalve muitas vezes consumido como fonte de alimento, mas o sentido do provérbio é o de associar o molusco que se agarra às rochas e é “batido” pelo mar, ao cidadão menos bafejado pela sorte e pela fortuna.

Passos Coelho ao utilizar o provérbio não pensou em muitos outros, também ligados ao mar, como o “o mar não está para peixe”, onde o peixe seria ele próprio, ou um outro “não se afoga no mar o que lá não entrar”, e ele entrou.

Para terminar, e porque o mexilhão se dá no mar, aqui fica o mais mortífero para quem recorreu a este provérbio popular: “jornada de mar não se pode taxar”, que é a resposta deste mexilhão.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

ARGOLADA SEM ESTILO



Quase não há dia em que algum membro deste (des) governo deixe de meter a pata na poça, que é como quem diz, mete os pés pelas mãos.

Poiares Maduro meteu-se numa cruzada de controlo da RTP, e como não tinha poderes para fazer as suas próprias escolhas, ou as do governo, “pegou” pela compra dos direitos televisivos da Liga dos Campeões, que podia trazer audiências à RTP, e sobretudo muita publicidade que podia cobrir a verba gasta, um negócio que aborrecia as televisões privadas.

O recurso ao Conselho Geral Independente, ao mesmo tempo que se condenava abertamente o tal negócio, pareceu a todos um pedido para que fosse demitido o Conselho de Administração da RTP, que tinha ousado realizar esse negócio sem a aprovação do governo e da CGI.

A pressa em satisfazer os seus intentos fez Poiares Maduro “passar por cima” da autonomia dos directores da televisão pública, ao arrepio do recente Contrato de Concessão, que a prevê claramente para esta escolha especificamente.

Temos pena, mas mesmo não sendo grande adepto de futebol, não gostaria de ver a televisão pública ao serviço dos partidos no poder. A dúvida que fica é a de saber se a demissão da administração da RTP vai ser anulada, agora que a ERC “ recomendou” a total autonomia dos directores da televisão pública, contrariando a opinião do CGI, com argumentos legais.



terça-feira, dezembro 02, 2014

PORTAS DA HIPOCRISIA



A palavra dos nossos políticos está completamente de rastos, porque as promessas que fazem quando estão na oposição são imediatamente quebradas quando chegam ao poder. Para alguns isto pode parecer uma inevitabilidade, para outros apenas uma falta de carácter.

Infelizmente há políticos que mentem na oposição e mentem igualmente quando estão no governo, e isso é simplesmente revoltante.

Paulo Portas que é um dos ministros deste executivo, que teve a iniciativa de suprimir diversos feriados logo no início do seu mandato, vem agora declarar que vai avançar com uma proposta para restaurar o feriado do 1º de Dezembro, apanhando a boleia dum dos adversários, neste caso António Costa.

Depois do episódio “irrevogável” Portas propõe-se “revogar” a supressão dum feriado que teve a sua aquiescência, enquanto ministro deste governo. É preciso muita lata…