quarta-feira, dezembro 10, 2014

MAIS UMA COMÉDIA PORTUGUESA

Com o circo montado em torno da família Espírito Santo e com estes a sacudir a água dos respectivos capotes, usando a linguagem que os advogados lhes indicaram, ao cidadão apenas resta aguardar que a factura não seja demasiado elevada...


segunda-feira, dezembro 08, 2014

LEMBRANDO TOM JOBIM

Vinte anos de saudade dum artista que sempre gostei de ouvir e que aproveito para recordar hoje, quando passam 20 anos sobre o dia da sua partida.
Na barra da direita está também um álbum completo dum dueto com o Tom Jobim e a também inesquecível Elis Regina.

sábado, dezembro 06, 2014

PASSOS E O MEXILHÃO



Por vezes os políticos tiram do bolso ditados populares, como aconteceu agora co Passos Coelho, o que não quer dizer que acertem, e que o resultado seja o desejado.

Quando Passos Coelho disse que apesar da crise “quem se lixou não foi o mexilhão”, talvez não tenha sequer pensado nas reacções negativas que gerou.
 
O mexilhão é um molusco bivalve muitas vezes consumido como fonte de alimento, mas o sentido do provérbio é o de associar o molusco que se agarra às rochas e é “batido” pelo mar, ao cidadão menos bafejado pela sorte e pela fortuna.

Passos Coelho ao utilizar o provérbio não pensou em muitos outros, também ligados ao mar, como o “o mar não está para peixe”, onde o peixe seria ele próprio, ou um outro “não se afoga no mar o que lá não entrar”, e ele entrou.

Para terminar, e porque o mexilhão se dá no mar, aqui fica o mais mortífero para quem recorreu a este provérbio popular: “jornada de mar não se pode taxar”, que é a resposta deste mexilhão.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

ARGOLADA SEM ESTILO



Quase não há dia em que algum membro deste (des) governo deixe de meter a pata na poça, que é como quem diz, mete os pés pelas mãos.

Poiares Maduro meteu-se numa cruzada de controlo da RTP, e como não tinha poderes para fazer as suas próprias escolhas, ou as do governo, “pegou” pela compra dos direitos televisivos da Liga dos Campeões, que podia trazer audiências à RTP, e sobretudo muita publicidade que podia cobrir a verba gasta, um negócio que aborrecia as televisões privadas.

O recurso ao Conselho Geral Independente, ao mesmo tempo que se condenava abertamente o tal negócio, pareceu a todos um pedido para que fosse demitido o Conselho de Administração da RTP, que tinha ousado realizar esse negócio sem a aprovação do governo e da CGI.

A pressa em satisfazer os seus intentos fez Poiares Maduro “passar por cima” da autonomia dos directores da televisão pública, ao arrepio do recente Contrato de Concessão, que a prevê claramente para esta escolha especificamente.

Temos pena, mas mesmo não sendo grande adepto de futebol, não gostaria de ver a televisão pública ao serviço dos partidos no poder. A dúvida que fica é a de saber se a demissão da administração da RTP vai ser anulada, agora que a ERC “ recomendou” a total autonomia dos directores da televisão pública, contrariando a opinião do CGI, com argumentos legais.



terça-feira, dezembro 02, 2014

PORTAS DA HIPOCRISIA



A palavra dos nossos políticos está completamente de rastos, porque as promessas que fazem quando estão na oposição são imediatamente quebradas quando chegam ao poder. Para alguns isto pode parecer uma inevitabilidade, para outros apenas uma falta de carácter.

Infelizmente há políticos que mentem na oposição e mentem igualmente quando estão no governo, e isso é simplesmente revoltante.

Paulo Portas que é um dos ministros deste executivo, que teve a iniciativa de suprimir diversos feriados logo no início do seu mandato, vem agora declarar que vai avançar com uma proposta para restaurar o feriado do 1º de Dezembro, apanhando a boleia dum dos adversários, neste caso António Costa.

Depois do episódio “irrevogável” Portas propõe-se “revogar” a supressão dum feriado que teve a sua aquiescência, enquanto ministro deste governo. É preciso muita lata…



domingo, novembro 30, 2014

SINTRA E AS SUAS POLÉMICAS

Há poucos dias fui abordado por um sintrense que, indignado, me perguntou porque é que a coluna que hoje está no Jardim da Preta do Palácio da Vila, não está no lugar onde devia estar, no centro do Terreiro da Raínha D. Amélia. Tentei explicar-lhe que, no tempo da monarquia, a que eele se reportava, nunca a coluna estivera no centro do terreiro, mas a explicação foi infrutífera.

Deixo aqui 3 imagens, começando pela da entrada do terreiro como era até 1910.

Esta segunda imagem mostra onde estava a coluna pouco depois da demolição das edificações fronteiras ao Paço Real. 

A terceita mostra a mesma colunanum local mais próximo da actual entrada da GNR, onde esteve durante alguns (poucos) anos, com aquela base que se descortina na foto, e também com um tanque que um ilustre sintrense danificou com bombinhas de Carnaval, que tinha sido trazida de Queluz.


sexta-feira, novembro 28, 2014

CURIOSIDADE HISTÓRICA

A 28 de Novembro de 1431, Filipe o Bom duque da Borgonha fixou as normas da Ordem do Tosão de Ouro, criada em 10 de Janeiro de 1430, devido ao seu casamento com a infanta portuguesa Isabel, filha de D. João I.


D. Isabel foi a única filha de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, e do seu casamento resultaram três filhos, tendo dois deles morrido ainda na infância, e um outro, veio a ser conhecido como Carlos o Temerário, que apenas com 20 dias de idade se tornou cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.


quarta-feira, novembro 26, 2014

O VERDE PODE NÃO SER VIRTUOSO

Enquanto a ministra das Finanças afirma que os impostos vão baixar, eis que se pretendem aprovar os impostos verdes. O senhor ministro do Ambiente não quer reconhecer, mas estes impostos incidem sobre todos, pobres ou ricos, o que não respeitando uma progressividade ligada aos recursos de cada cidadão, acaba por penalizar aqueles que auferem menores salários ou outros proventos.  


segunda-feira, novembro 24, 2014

ONDE SE SITUAM OS PROBLEMAS DA SEGURANÇA SOCIAL



Tem sido confrangedor ouvir da boca de pessoas cultas que os portugueses só podem ter diretos que o país, e a economia nacional, possam pagar. O discurso é sempre o da escassez dos meios, do país pobre e da inevitabilidade.


Estas pessoas cultas, em regra defendem os seus interesses e os interesses de quem representam, e tanto estão na política, como nas grandes empresas, ou na comunicação social, mas também são os fazedores de opinião deste país.


Por vezes as notícias desmentem este discurso, e esta gente, mas sobre isso eles não se debruçam, nem para fazer um simples comentário. Por acaso hoje saiu um título no Jornal de Negócios que é muito curioso e que diz: “Portugal é o segundo país da OCDE que concentra nos mais ricos mais transferências sociais em dinheiro”.


Claro que a notícia não teve grande destaque na restante comunicação social, ou nos espaços de debate. Claro que a OCDE divulgou este relatório onde revela que Portugal dedica a maior fatia das transferências sociais pecuniárias, incluindo as pensões de reforma, aos mais ricos, numa proporção clara de 40% para os 20% mais ricos, e pouco mais de 10% para os mais pobres.


Os dados deste estudo mostram que o problema está mais na má distribuição das verbas e dos fundos da Segurança Social, que em vez de reduzirem as diferenças existentes, as acentuam. O discurso da inevitabilidade e da escassez de meios não será afinal o maior problema, mas sim o modo usado para a distribuição das ajudas.

Nota: Claro que hoje não se pode discutir nada disto, porque existe a prisão do Sócrates, e o assunto das pensões vitalícias, os submarinos e o BES são para cair no esquecimento...



sábado, novembro 22, 2014

O GRAU ZERO DO REGIME



Para que conste, porque há quem se esqueça com facilidade, eu nunca morri de amores por José Sócrates, que foi um mau governante, que critiquei muito enquanto esteve no poder.

A detenção de Sócrates é, na minha opinião, a machadada final no regime vigente onde pontuam à vez dois partidos: o PS e o PSD.

O regime estava há muito moribundo, e os políticos que têm partilhado o poder têm uma imagem péssima na opinião pública, com a credibilidade de rastos.

O timing desta detenção é mais do que suspeito, e não são poucos os que pensam que há aqui mão da política, o que em nada abona a favor da Justiça. Outra dúvida sobre a “solidez dos factos” prende-se com os inúmeros processos em que são arguidos políticos e outros poderosos, que dão imensas notícias nos jornais, devido aos indícios de eventuais crimes, e que acabam por dar em nada.

Para o país quer Sócrates seja pronunciado culpado, ou inocente, a imagem que passa para os cidadãos e para o estrangeiro, será sempre muito negativa. O regime está podre!