Portugal tem sido um país onde os
governantes se recusam a aprender com os erros, talvez porque nunca tenham tido
verdadeiramente de pagar por eles.
Tudo tem sido privatizado, e
note-se que neste tudo estão sobretudo os negócios rentáveis, que saindo da
esfera do Estado nos colocam dependentes de interesses maioritariamente
estrangeiros, mesmo em áreas vitais, como por exemplo os combustíveis, a
energia ou as telecomunicações.
No caso da água vem aí a
privatização dum bem essencial e escasso, por vontade duma maioria que se
prepara para deixar o poder, que não se exime em subordinar o interesse público
ao lucro privado, como se isso tivesse alguma racionalidade.
A História há-de julgar os
políticos que dizendo querer “emagrecer” o Estado, transformaram-no numa
máquina de cobrar impostos aos cidadãos por não ter outras receitas que o
sustentem, e às suas funções sociais.













