Ouvir o senhor ministro das Finanças dizer, ainda sem ter sido demitido o Parlamento, que “o governo não está em condições para solicitar ajuda externa” e que “o governo não tem legitimidade para negociar seja o que for”, é no mínimo caricato.
Teixeira dos Santos fez estas afirmações no dia em que o INE apresentou uma revisão dos dados do défice público do ano de 2010 que afinal é de 8,6 % e não de 6,8 % como o governo tinha afirmado cá dentro e lá fora.
A credibilidade deste governo era nula mesmo antes do chumbo do PEC e do pedido de demissão de José Sócrates. Os números das execuções orçamentais, mesmo os mais optimistas que o executivo ia anunciando, nunca tiveram qualquer efeito positivo nos mercados pelo menos nos últimos anos. Afinal acabavam sempre por ser corrigidos, para pior.
O que é mais surpreendente em tudo isto é que o PS tenha reeleito José Sócrates, e que ele seja mais uma vez o candidato do partido ao lugar de 1º ministro, quando se sabe que ele está “queimado” no que respeita aos mercados, e que ele será sempre um obstáculo a possíveis consensos que tenham que vir a ser feitos no quadro parlamentar para solucionar problemas económicos do país.
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Humor - Castigo do Pinóquio
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Foto - Amarelo
By Palaciano
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