Os funcionários públicos têm sido
os bombos da festa, sendo sempre atingidos por medidas que visam colmatar os
erros feitos pelos diversos governos destes últimos 20 anos, ou mais.
Podia falar-se dos anos de
congelamento salarial, dos cortes dos subsídios, da impossibilidade de
progressões nas carreiras, mas também da alteração das regras das pensões de
reforma, sendo todas estas medidas absolutamente discriminatórias e injustas,
porque existe uma clara quebra dos compromissos do Estado para com os seus
trabalhadores.
A fronteira entre o pensamento do
PS, do PSD e do CDS é tão ténue nestas matérias que se confundem. Os
especialistas chamados pelo PS para projectar o cenário macroeconómico para os
próximos anos, vêm insistir na convergência da Caixa Geral de Aposentações com
a Segurança Social, não para quem entra de novo na Função Pública, mas também
para quem já tem 30 e mais anos de serviço, como se os compromissos não
valessem nada.
Quem ainda acreditava que o PS
podia trazer algo de novo para a governação do país, bem pode tirar o cavalinho
da chuva, pois não só está iludido, como também tem memória curta.
Nota: O ataque à Segurança Social
nos projectos do PSD/CDS e no do PS é uma realidade preocupante que explica o
ataque às pensões, tanto do sector público como do privado.

