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segunda-feira, abril 27, 2015

O PS EMBARCA NA ASNEIRA

Os funcionários públicos têm sido os bombos da festa, sendo sempre atingidos por medidas que visam colmatar os erros feitos pelos diversos governos destes últimos 20 anos, ou mais.

Podia falar-se dos anos de congelamento salarial, dos cortes dos subsídios, da impossibilidade de progressões nas carreiras, mas também da alteração das regras das pensões de reforma, sendo todas estas medidas absolutamente discriminatórias e injustas, porque existe uma clara quebra dos compromissos do Estado para com os seus trabalhadores.

A fronteira entre o pensamento do PS, do PSD e do CDS é tão ténue nestas matérias que se confundem. Os especialistas chamados pelo PS para projectar o cenário macroeconómico para os próximos anos, vêm insistir na convergência da Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social, não para quem entra de novo na Função Pública, mas também para quem já tem 30 e mais anos de serviço, como se os compromissos não valessem nada.

Quem ainda acreditava que o PS podia trazer algo de novo para a governação do país, bem pode tirar o cavalinho da chuva, pois não só está iludido, como também tem memória curta.


Nota: O ataque à Segurança Social nos projectos do PSD/CDS e no do PS é uma realidade preocupante que explica o ataque às pensões, tanto do sector público como do privado.


sábado, dezembro 15, 2012

SOBERANIA



Foi com repulsa que li que o governo se compromete a apresentar a proposta dos parceiros para o salário mínimo do próximo ano. Na mesma notícia podia ler-se que o governo garantiu que não há margem no memorando de entendimento para se aumentar o salário mínimo nacional.


Portugal é um país soberano e, que se saiba, o memorando de entendimento como todos os acordos aliás, é passível de sofrer alterações, como aliás já se verificou anteriormente. Não é admissível ver os dirigente máximos do país, ajoelhados perante uma troika que apenas está interessada em fazer-nos pagar o dinheiro emprestado, no mais curto espaço de tempo, sem se preocupar minimamente com o estado em que está o país.


Agora não se ouve Passos Coelho invocar nenhum estudo que compare o nosso salário mínimo com a média europeia, talvez porque a troika já lhe tenha dito que era inconveniente.

Não se pode servir dois senhores...

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Humor Miserável