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sexta-feira, julho 11, 2014

VIRTUDES EXCLUSIVAS



Nas últimas duas décadas tem vingado em Portugal a teoria de que o que é público é mal gerido, é despesa e se resume a desperdício e burocracia, por oposição ao sector privado, onde se encontram os melhores exemplos de gestão, onde se minimizam os desperdícios e onde a produtividade é maior.

A teoria não tem pés nem cabeça e leva-nos a pensar que temos dois tipos de portugueses, os que estão no sector público, e os que estão no sector privado, e que têm mentalidades e capacidades diferentes. Claro que a teoria foi lançada por quem tem objectivos concretos, que até já ocorreram, que se resumiram à entrega dos sectores mais lucrativos, que estavam no domínio público, a privados para onde depois se bandearam muitos políticos que abraçavam e defendiam a teoria.

É curioso que muitos dos gestores públicos passaram para o sector privado, e vice-versa, mas a teoria continuava a ser defendida pelos mesmos “iluminados”.
 
O sector bancário tem sido um exemplo perfeito da inadequação da teoria e da sua falta de consistência. Este sector foi e é responsável por grande parte dos nossos problemas económicos e os casos do BCP, BPN, BPP, BANIF e agora do BES, para não falar do recurso da maioria dos bancos a empréstimos com o aval do Estado, são a prova evidente de que a tal dicotomia não existe, e que só um Estado forte e despartidarizado seria capaz de controlar os desmandos económicos a que o liberalismo extremo nos tem conduzido. 


segunda-feira, abril 23, 2007

O ENSINO SUPERIOR PÚBLICO É MELHOR

Esta frase é apenas uma provocação para muitos senhores, e senhoras, que têm enchido a boca com críticas, muitas vezes injustas porque generalizadas, aos serviços públicos sob tutela do Estado. Neste momento os funcionários públicos são quase tratados como seres inferiores, portugueses de segunda ou portadores de alguma doença incurável. Isto não é verdadeiro e não se aceita.
Escolhi este título a propósito da situação das universidades privadas, que como todos vamos lendo nos últimos dias, são consideradas acima de tudo como máquinas de fazer dinheiro, dando origem a conflitos de poder e de distribuição de lucros. O que elas deviam ser era instituições de ensino, para isso é que elas existem, e não como apenas mais um negócio. Dir-me-ão que por terem gestão privada e serem investimento privado têm a obrigação de serem rentáveis, mas o problema é que as diversas irregularidades, por vezes até a falta de qualidade e o favorecimento de alguns alunos não podem acontecer. Será que nas universidades públicas acontece o mesmo? Não me consta que assim seja nem me parece que a qualidade do ensino seja inferior ao das privadas.
Concluo afirmando que não temos um sector público mau, e outro privado bom e cheio de virtudes. Há bom e mau nos dois lados e o que temos é uma classe política e económica que pretendem dividir os portugueses, voltando-os uns contra os outros para alterar a seu belo prazer as leis laborais, em seu próprio proveito como lhes convém.Hoje até pareço da esquerda radical, salvo seja!

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Hoje apeteceu-me ...
A Canção de Lisboa
Provocação - Fechem o ministério e acabem com os subsídios

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Desta música, Sim!

By priko2000