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sexta-feira, outubro 16, 2015

PORQUE BARAFUSTA A DIREITA?



Com a possibilidade de Costa conseguir apresentar uma alternativa a um governo de direita sem apoio maioritário no Parlamento, são muitas as vozes que se levantam lançando demónios sobre tal eventualidade.

Porque se levantam estas vozes? Para começo de conversa, foi Cavaco Silva que disse que só empossaria um governo com apoio maioritário, e que me lembre as vozes de direita não contestaram a afirmação, antes a apoiaram.

A coligação PSD/CDS ganhou as eleições, e deverá ser indigitada para formar governo, mas sabe-se já que nenhum partido da oposição parece disposto a deixar passar tal governo, seja com recurso a um voto de desconfiança, seja votando contra o Orçamento de Estado que terá que passar pela Assembleia da República.

Cavaco Silva pode mesmo assim forçar a criação dum governo da coligação, mantendo-o como governo de gestão até o novo PR dissolver a AR e marcar novas eleições, mas o tempo de espera para uma solução não serve a ninguém, só vai piorar a situação económica.

A possível nomeação dum governo minoritário do PS, com apoio na AR do PCP e do BE, por Cavaco Silva, depois de ser inviabilizado o da coligação, pode ser uma incógnita por ser a 1ª vez que aconteceria, mas tem toda a legitimidade democrática, pelo que não existem razões para a sua diabolização.



quarta-feira, junho 12, 2013

O RIGOR DE CAVACO



Cavaco Silva diz que o Presidente da República não governa, que não tem que fiscalizar o governo e que não está disposto a lançar a bomba atómica destituindo o executivo.

A visão minimalista das funções presidenciais e a colagem ao governo que até é da sua cor partidária, tem sido uma constante desde que Passos Coelho tomou posse e isso ficou ainda mais claro no discurso do passado dia 10 de Junho.

As afirmações de Cavaco Silva sobre a Defesa, quando disse que recusava, na Defesa, o “mero exercício de rigor orçamental” mostram bem o alinhamento com o executivo. Recorde-se que o executivo que corta em todas as funções do Estado, permite já as promoções na Defesa, o que não é possível em todo o resto do Estado.

Cavaco, na mesma linha do governo, diz que recusa o “mero exercício de rigor orçamental” na Defesa, não o recusando em mais nenhum outro sector. O carácter “distinto” dos militares e o seu “espírito de missão” são comuns a todas as funções públicas, em tempos de paz, e é injusto o Presidente (que devia ser) de todos os portugueses, fazer distinções.

O rigor de Cavaco, outro cidadão em funções públicas, é muito questionável, e muitos perguntam se as armas que estão nas mãos dos militares não têm um peso elevado nesta distinção de cidadãos em funções públicas…



sábado, fevereiro 18, 2012

CURTINHAS

Cordão sanitário – Penso que esta é uma expressão que diz muito. O título da notícia era «”Cordão sanitário” protege o Presidente da República», e depois do que se passou com o “impedimento” do outro dia, perante um protesto escolar, conjugado com os “Roteiros do Futuro” em que se falou sobre fecundidade, o termo “encaixa” na perfeição.

Islândia – Soube-se agora que a Fitch subiu o rating da Islândia depois de em 2008 ter estado à beira do caos. Esta subida em um nível da notação da Islândia faz-nos recordar que foi o único país caído em desgraça nas notações das empresas de rating, que discutiu verdadeiramente as medidas impostas pelo FMI, e também foi o único que fez sentar no banco dos réus os políticos e banqueiros responsáveis pela situação. Agora voltou a ser considerado um parceiro fiável no que toca à concessão de empréstimos. Será que Passos Coelho e os seus ministros leram esta notícia?

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Humor Desgrenhado