Depois da alteração ao Código do Trabalho da autoria do PS, que precarizou ainda mais o emprego, temos agora uma proposta do PSD que pretende mais “flexibilização laboral “, que é mais um eufemismo que quer dizer mais facilidade nos despedimentos e contratos precários até quando os patrões pretenderem.
Eu sempre disse que não há diferenças de fundo entre o PS de Sócrates e o PSD de Passos Coelho, mas escusavam de se atropelar na tentativa de agradar ao patronato para demonstrarem a sua dedicação.
O mais espantoso e pouco inteligente no discurso de Passos Coelho foi a afirmação de que a flexibilização laboral vai ajudar os desempregados a encontrarem oportunidades de trabalho. Um político que se diz gestor devia saber que está a propor empregos por troca de desemprego, e que está na realidade a proporcionar aos patrões a oportunidade óbvia para oferecer vencimentos cada vez mais baixos, aproveitando-se da situação de haver muito desemprego.
Com papas e bolos se enganam os tolos, deve pensar Passos Coelho, mas engana-se. Esta receita já foi aplicada por Sócrates e o resultado é o que está à vista: mais desemprego e cada vez mais retrocesso dos salários.
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